Um ano após professora morrer envenenada, amiga diz que vítima desconfiava de traições, mas era dedicada ao casamento
Um ano depois da trágica morte da professora de pilates por envenenamento em Ribeirão Preto, SP
Há exatamente um ano, Izabele Surian Cera Filippini, professora de ginástica rítmica, ainda enfrenta a dor da perda de sua amiga, Larissa Rodrigues, também professora de pilates, vítima fatal de envenenamento por chumbinho em Ribeirão Preto (SP).
O marido de Larissa, Luiz Antônio Garnica, e sua mãe, Elizabete Arrabaça, são réus no processo que apura a morte da professora e enfrentarão julgamento por homicídio qualificado por motivo torpe, além de feminicídio qualificado devido ao uso de veneno, um meio cruel e dissimulado que dificultou a defesa da vítima.
Izabele recorda que a amiga era dedicada ao casamento e sempre expressava afeto pelo marido.
“Ela tinha grande respeito por ele, admirava-o profundamente e dedicava-se plenamente ao casamento. Isso era evidente”, afirmou Izabele.
A data do julgamento ainda não foi agendada, mas o Ministério Público prevê que ocorra ainda este ano, alegando que Luiz foi o mentor do crime e Elizabete, a executora.
Em entrevista à EPTV, Izabele revelou que, apesar da dedicação de Larissa ao casamento e ao marido, a professora suspeitava de traições e expressava sentimentos de solidão, chegando a se referir a si mesma como ‘viúva de marido vivo’.
O advogado de defesa de Elizabete, Bruno Corrêa, acredita na possibilidade de sua absolvição, considerando as provas contra ela como frágeis para incriminá-la.
O advogado de defesa de Luiz, Júlio Mossim, defende a inocência do marido da vítima, atribuindo a culpa da morte de Larissa à sua mãe.
Além de responder pelo falecimento da nora, Elizabete também é investigada pela morte da filha de Larissa, Natália Garnica, e por uma tentativa de homicídio por envenenamento de uma amiga.
Larissa Rodrigues, aos 37 anos, foi encontrada morta em seu apartamento que dividia com Garnica, em 22 de março, no Jardim Botânico, zona sul de Ribeirão Preto, com vestígios de chumbinho em seu organismo.
De acordo com as autoridades, o envenenamento foi progressivo, com doses diárias visando enfraquecer a vítima até causar o óbito, simulando uma complicação decorrente de intoxicação crônica.
A investigação apontou que Larissa descobriu em março do ano anterior a infidelidade do marido, o que teria motivado Garnica e Elizabete a envenená-la para evitar uma partilha de bens.
O crime foi perpetrado por motivo torpe, impelido pelo desejo de Garnica de preservar seus bens e continuar seu relacionamento extraconjugal, com a colaboração de Elizabete, que também tinha interesse financeiro na manutenção dos bens, especialmente um apartamento financiado pelo casal.
O envenenamento dissimulado, aproveitando-se da confiança de Larissa e da ausência de testemunhas, dificultou a defesa da vítima, que desconhecia as intenções da sogra.
O Ministério Público destacou que Garnica simulou emoção na chegada dos socorristas, tentou ocultar provas limpando o apartamento, apagou mensagens de seu celular e pesquisou maneiras de evitar a polícia em caso de apreensão do telefone.
Fonte: Créditos


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