Agência Minas Gerais | Governo de Minas amplia vacinação contra chikungunya e inicia aplicação em Santa Luzia
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) acompanhou, nesta quarta-feira (25/3), o início da vacinação contra chikungunya em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Indivíduos de 18 a 59 anos podem receber a imunização em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e nos vacimóveis estrategicamente posicionados na cidade.
A vacina foi desenvolvida pelo Instituto Butantan, em colaboração com a empresa farmacêutica Valneva, como parte de uma estratégia piloto coordenada pelo Ministério da Saúde.
O subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, explicou que o objetivo é avaliar a eficácia da vacina, com foco na redução de casos graves e óbitos.
Dez municípios foram selecionados para realizar a vacinação contra chikungunya em todo o país, com base em critérios técnicos, epidemiológicos e de vigilância. A iniciativa teve início em fevereiro nos municípios mineiros de Congonhas e Sabará.
Santa Luzia recebeu aproximadamente 32 mil doses para imunização da população. Os municípios de Congonhas e Sabará receberam 9,6 mil e 19,2 mil doses, respectivamente, com uma meta de alcançar pelo menos 50% de cobertura no público elegível.
Sete Lagoas também foi incluída na estratégia, mas solicitou o adiamento do início da vacinação e definirá um novo período com o Ministério da Saúde.
Sérgio Luís da Silva, de 59 anos, aproveitou a oportunidade de se vacinar ao ouvir sobre o início da imunização próximo à Unidade Básica de Saúde Bom Jesus, em Santa Luzia. Ele ressaltou a importância da prevenção, especialmente com uma vacina gratuita, evitando despesas e a doença.
O imunizante é administrado em dose única e estimula o sistema imunológico a combater o vírus, sem causar a doença. A estratégia visa avaliar o desempenho, a eficácia e a segurança da vacina, subsidiando decisões futuras sobre sua inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS).
A vacina é destinada a pessoas de 18 a 59 anos residentes nos municípios participantes do projeto piloto. Gestantes, lactantes, indivíduos imunocomprometidos, em uso de imunossupressores, com múltiplas comorbidades, doença crônica descompensada ou histórico de reação alérgica aos componentes da vacina não devem recebê-la. A aplicação também deve ser adiada em caso de febre ou infecção recente por chikungunya nos últimos 30 dias, e não é recomendada a administração simultânea com outras vacinas.
O Governo de Minas destina anualmente cerca de R$ 210 milhões para fortalecer as ações municipais de prevenção às arboviroses, vigilância e assistência. Em 2025, foram investidos R$ 23,6 milhões em ações emergenciais e repassados R$ 35,1 milhões a consórcios intermunicipais.
O Estado também antecipou R$ 47,3 milhões para reforçar equipes, ampliar a oferta de exames e intensificar o uso de tecnologias como drones e ovitrampas, armadilhas utilizadas para monitorar o mosquito Aedes aegypti.
No início de março, foi realizada a soltura de mosquitos Aedes aegypti com wolbachia em Brumadinho, como estratégia para reduzir a transmissão de dengue, chikungunya e zika.
Como resultado de todas essas ações e investimentos, Minas registrou uma redução de 92% nos casos confirmados de dengue em 2025 em comparação com 2024.
Até 24/3, Minas Gerais contabilizou 5.082 casos prováveis de chikungunya, dos quais 2.950 foram confirmados. Um óbito foi confirmado e outro está em investigação.



