A violência contra mulheres também acontece nas telas
Por muito tempo, quando se abordava a violência contra mulheres, o foco era principalmente na agressão física. Contudo, nos dias de hoje, uma parcela significativa desse tipo de violência ocorre no ambiente virtual.
A internet, que deveria ser um espaço de conexão, informação e liberdade, se transformou em um local de exposição, ataques e silenciamento das mulheres. Comentários agressivos, ameaças, perseguições online, vazamento de conteúdo íntimo e campanhas difamatórias são elementos dessa dinâmica que afeta milhares de mulheres diariamente.
É crucial ressaltar que essa violência não é aleatória. Mulheres são desproporcionalmente mais alvo, especialmente quando ocupam posições de destaque, expressão ou poder. Quanto mais uma mulher se posiciona, maior é a probabilidade de tentarem desacreditá-la por meio de violência.
Os impactos ultrapassam o ambiente virtual. A violência digital gera medo, ansiedade, insegurança e, em muitos casos, leva à exclusão de espaços profissionais e sociais. Trata-se de um mecanismo de controle e silenciamento que restringe a presença feminina, inclusive nos debates públicos.
Outro ponto crucial é a normalização desse comportamento. Comentários ofensivos muitas vezes são tratados como “opiniões” e a exposição indevida da intimidade feminina é compartilhada como entretenimento. Essa postura não apenas perpetua a violência, mas também protege os agressores.
Além disso, a responsabilização enfrenta desafios reais. Muitas vítimas encontram obstáculos para denunciar, seja por falta de informação, seja pela sensação de impunidade. Embora existam leis que abordam esses crimes, sua aplicação ainda é um obstáculo a ser superado.
Discutir a violência digital implica compreender que o mundo online não está dissociado da realidade. Os eventos nas redes têm consequências reais, profundas e duradouras.
Combater essa forma de violência requer ação em diversas frentes: educação digital, responsabilização dos agressores, atuação das plataformas e, sobretudo, mudanças culturais. Não se trata apenas de tecnologia, mas de comportamento.
Pois assegurar a segurança das mulheres implica em garantir seu direito de existir, se expressar e ocupar espaços, inclusive no ambiente digital.
Eu sou Aline Teixeira e acredito que enfrentar a violência contra mulheres também significa identificar e combater as novas formas de agressão que tentam silenciar suas vozes a cada dia. Se você compartilha dessa crença, me acompanhe nas redes sociais @alineteixeira.oficial.


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