Mulher vai ter que pagar R$ 500 toda vez que cão latir
Os latidos de cães tornaram-se uma questão judicial entre dois vizinhos na zona leste de São Paulo. Uma residente, Sandra Sanches, foi notificada pela Justiça de que terá que pagar multa de R$ 500 sempre que seus cachorros perturbarem o sossego do vizinho, que é advogado.
Conforme informado pela reportagem do R7, o conflito teve início há dois anos, quando o advogado se mudou para uma casa e passou a reclamar dos ruídos vindos da residência ao lado, onde mora Sandra.
“É natural dos animais latirem, nós falamos e eles latem. Geralmente eles latem quando alguém chega, e depois param”, afirmou a vizinha processada.
Sandra reside no mesmo local há 17 anos e convive com seis cães e cinco gatos adotados. Segundo ela, os animais necessitam de cuidados especiais devido a condições de saúde pré-existentes.
O advogado tentou inicialmente resolver a situação com a polícia e até fez denúncias de maus-tratos, que foram consideradas infundadas. Posteriormente, decidiu recorrer à Justiça.
Em um vídeo exibido pelo Balanço Geral de São Paulo, o advogado alegou estar sofrendo perturbação do sossego e que os animais estavam sendo maltratados. A Polícia Civil foi até a residência de Sandra, porém não encontrou evidências de abuso contra os cães e gatos.
O juiz responsável pela sentença estabeleceu uma indenização inicial próxima de R$ 8 mil e multa adicional devido aos barulhos dos cães.
A acusação do vizinho também levantou suspeitas de que Sandra mantém um hotel clandestino para animais e oferece, em publicações nas redes sociais, serviços como cuidadora de animais.
Sandra negou essa acusação: “Eu postei que iria até a casa da pessoa para cuidar do cachorro. Por exemplo, pessoas que vão viajar, eu ficaria com o cachorro nas casas delas”.
Segundo vizinhos entrevistados, discordam do advogado e mencionaram que ele já teve conflitos anteriores com outros moradores.
Moradora tem medo de perder animais
Sandra está contestando a decisão judicial e teme perder seus animais e enfrentar dificuldades financeiras devido às multas. Ela alega que o advogado nunca tentou dialogar sobre o incômodo antes de recorrer ao processo.
“Se eu soubesse que ele estava com problemas, eu teria conversado com ele para descobrir qual o horário em que os cachorros mais incomodam. Mas ele nunca me deu essa oportunidade, simplesmente prosseguiu com o processo”, declarou a moradora.
*Com informações do R7.
*Texto sob supervisão da editora Elisa Rangel



