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CPMI do INSS: relatório do bolsonarismo fracassa e é rejeitado por parlamentares

CPMI do INSS: relatório do bolsonarismo fracassa e é rejeitado por parlamentares

CPMI do INSS: relatório do bolsonarismo fracassa e é rejeitado por parlamentares

Na madrugada deste sábado (28), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi encerrada depois que o relatório do deputado federal Alfredo Gaspar (PL) foi rejeitado por 19 votos contra 12.

A sessão da comissão se prolongou até altas horas da madrugada, especialmente após a divulgação de um relatório considerado insuficiente pela oposição.

O relatório do relator solicitava o indiciamento de Fábio Luís da Silva, conhecido como Lulinha, mas excluía personalidades como Fabiano Zettel (empresário envolvido no caso Master e na fraude do INSS) e o ex-senador Onyx Lorenzoni (ex-ministro da Previdência do governo Bolsonaro), além da controvérsia envolvendo a proteção à Igreja da Lagoinha, acusada de ter recebido emendas do presidente da comissão, o senador Carlos Viana (Republicanos).

Como alternativa, um relatório da maioria foi apresentado. No entanto, sua votação foi bloqueada por Viana. Dessa forma, a CPMI do INSS foi encerrada sem um relatório final aprovado.

“Se esta comissão concluiu os seus trabalhos sem ter um relatório, foi por uma decisão política do presidente, que preferiu que esta comissão concluísse o seu trabalho sem aprovar o relatório da maioria, porque esse era um relatório que não tinha concordância do presidente e do relator”, afirmou o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS).

“Esta comissão concluiu o seu trabalho sem ter o relatório aprovado por uma decisão política do presidente e do relator para impedir que nós pudéssemos indiciar Jair Bolsonaro como chefe dessa organização criminosa, pudéssemos indiciar o Zetel, o Vorcaro e todos os outros nomes que eles trabalharam para blindar aqui durante todo o trabalho que nós realizamos”, disse.

Carlos Viana vai enviar cópias do relatório rejeitado para diferentes órgãos, incluindo o Ministério Público Federal e o Supremo Tribunal Federal. Pimenta também afirmou que o documento elaborado pela base governista será encaminhado à Polícia Federal.

O relatório alternativo da CPMI do INSS

O chamado relatório alternativo da CPMI do INSS, apresentado pela bancada do PT, propôs o indiciamento do senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Flávio é citado por sua relação perigosa entre o gabinete pessoal do senador e os operadores do esquema. O documento solicita seu indiciamento por formação de organização criminosa.

Flávio tinha como administradora e sócia de seu escritório de advocacia — que não tem sede própria e está registrado no endereço de sua mansão em Brasília — Letícia Caetano dos Reis. Letícia é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, o contador e sócio do “Careca do INSS” em empresas offshore usadas para lavagem de dinheiro.

Jair Bolsonaro também foi indiciado por furto qualificado contra idoso, organização criminosa e improbidade administrativa. O documento argumenta que a atuação do então presidente Jair Bolsonaro não se limitou a omissões ou falhas pontuais, mas foi estrutural para a consolidação de um modelo que permitiu a apropriação indevida de recursos de milhões de aposentados e pensionistas.

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