Monotrilho até o Aeroporto de Congonhas é inaugurado nesta terça (31)
Governo de São Paulo inaugura Linha 17-Ouro do monotrilho, após 14 anos de atraso
Metrópoles
A Linha 17-Ouro do Metrô é inaugurada nesta terça-feira (31/3) pelo Governo de São Paulo, após mais de 10 anos de atraso. A linha, que estava prevista para ser lançada na Copa de 2014, tem trajeto até o Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul, e conexão com as linhas 9-Esmeralda e 5-Lilás.
De acordo com o governo paulista, o serviço tem previsão de transportar cerca de 100 mil passageiros na operação regular, que está programada para iniciar em outubro deste ano. Inicialmente, a operação será transitória, ocorrendo de segunda a sexta, das 10h às 15h.
Com um tempo médio de espera entre o Aeroporto de Congonhas e a Estação Morumbi de 7 a 14 minutos, os trens terão funcionários embarcados supervisionando, prática comum em linhas recém-inauguradas. O percurso completo disponível neste início poderá ser feito em cerca de 20 minutos.
O trajeto do monotrilho conta com sete das oito estações abertas ao público: Morumbi (com conexão para a Linha 9-Esmeralda), Chucri Zaidan, Vila Cordeiro, Campo Belo (integrada à Linha 5‑Lilás), Vereador José Diniz, Brooklin Paulista e Aeroporto de Congonhas.
A estação Washington Luís não estará operacional inicialmente, com previsão de integração apenas para junho, juntamente com a adição de novos trens. Ao todo, a Linha 17-Ouro tem 6,7 quilômetros de extensão.
Linha planejada para a Copa do Mundo
A Linha 17-Ouro foi prometida em 2009, em um projeto conjunto entre a Prefeitura de São Paulo, na gestão de Gilberto Kassab (PSD), e o governo do estado, liderado na época por José Serra. A expectativa era que a linha inaugurada nesta terça fosse entregue em 2014, durante a Copa do Mundo, como uma alternativa mais econômica, rápida e moderna para lidar com o congestionamento previsto.
No entanto, à medida que especialistas revisavam os projetos, alguns foram descartados e modificados. O monotrilho da Linha 17 foi o mais problemático: o percurso original era de 21,5 quilômetros, com um custo estimado em cerca de R$ 6,5 bilhões, em valores atualizados pela inflação.
As obras começaram oficialmente em 2012 e, ao longo de mais de uma década, enfrentaram uma série de desafios, como paralisações, alterações no trajeto e no contrato, atrasos no cronograma e disputas entre a empresa contratada e o Metrô.
A construtora Andrade Gutierrez, vencedora da licitação para a execução das obras, abandonou o projeto em 2015, um ano após a data prevista para entrega pelo governo. Naquela época, menos de 30% do projeto estava concluído e a linha já havia sido reduzida pela metade, totalizando os 6,7 quilômetros atualmente em operação.
A construção foi retomada somente em 2023. Nas últimas semanas, houve avanços no sistema, com a chegada do primeiro trem à estação Aeroporto de Congonhas, durante os testes. Atualmente, a linha está 80% concluída.


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