Estreito de Ormuz está aberto para a Rússia, diz assessor do Kremlin
De acordo com um assessor do presidente Vladimir Putin, a Rússia tem acesso ao Estreito de Ormuz.
Embora a maioria dos navios estejam impedidos de passar pelo estreito, Yuri Ushakov, assessor do Kremlin, afirmou que ele está “aberto para nós”, conforme reportado pela mídia estatal russa na quinta-feira (2).
Atualmente, cerca de 2.000 embarcações encontram-se retidas no Golfo Pérsico, conforme informações da Organização Marítima Internacional. No entanto, alguns navios ligados ao Irã, China, Índia e Paquistão conseguiram transitar pelo estreito.
Os comentários de Ushakov surgiram durante uma conversa telefônica entre os ministros das Relações Exteriores do Irã e da Rússia, onde discutiram sobre a situação no estreito.
Os dois líderes trocaram opiniões sobre as discussões em curso no Conselho de Segurança da ONU, visando assegurar a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, conforme informou o Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
O panorama no Oriente Médio
Os Estados Unidos e Israel estão envolvidos em um conflito com o Irã. A hostilidade teve início em 28 de fevereiro, quando um ataque conjunto resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã.
Várias autoridades de alto escalão do governo iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA afirmam ter destruído diversas embarcações iranianas, sistemas de defesa aérea, aeronaves e outros alvos militares.
Em retaliação, o governo iraniano realizou ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. Autoridades do Irã alegam que seus alvos são interesses dos Estados Unidos e de Israel nessas nações.
Desde o início do conflito, mais de 1.750 civis perderam a vida no Irã, conforme relata a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, sediada nos EUA. Por sua vez, a Casa Branca registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em decorrência dos ataques iranianos.
O conflito se estendeu ao Líbano, com o grupo armado Hezbollah, apoiado pelo Irã, atacando território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Israel tem respondido com ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no país vizinho, resultando na morte de centenas de pessoas no território libanês.
Após a perda de grande parte de sua liderança, um novo líder supremo foi eleito pelo conselho iraniano: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Analistas sugerem que ele manterá a política atual, representando continuidade na repressão.
Donald Trump expressou descontentamento com essa escolha, classificando-a como um “grande erro”. Ele declarou que deveria ter participação no processo e criticou a nomeação de Mojtaba como “inaceitável” para a liderança do Irã.



