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Ataque de Israel ignora trégua e mata mãe e criança brasileiras no Líbano

Ataque de Israel ignora trégua e mata mãe e criança brasileiras no Líbano

Ataque de Israel ignora trégua e mata mãe e criança brasileiras no Líbano

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  • Uma mãe e sua filha, cidadãs brasileiras, foram mortas em ataque de Israel no Líbano.
  • O incidente ocorreu durante as hostilidades entre Israel e grupos armados no território libanês.
  • As vítimas eram civis residentes ou em visita ao país, segundo autoridades locais.

Um bombardeio das Forças de Defesa de Israel no Sul do Líbano neste domingo (26) resultou na morte de uma mulher e seu filho de 11 anos, ambos brasileiros, além do pai da criança, de origem libanesa, após a residência da família ter sido atingida no distrito de Bint Jeil. Um outro filho do casal, também brasileiro, sobreviveu ao ataque e encontra-se hospitalizado recebendo cuidados médicos.

A tragédia ocorreu em meio a um suposto período de trégua, que havia sido prorrogado recentemente até a segunda quinzena de maio. Apesar do alegado acordo de cessar-fogo, Israel manteve as operações militares na região, tornando o domingo o dia mais letal para civis no Líbano desde o início da pausa nas hostilidades, com 14 mortes registradas pelo Ministério da Saúde local.

As forças israelenses continuam ocupando faixas do sul do país e promovendo a destruição de casas sob a justificativa de combater o grupo Hezbollah.

Reação do Itamaraty à tragédia no Líbano

O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, reagiu com consternação e subiu o tom contra as ações militares. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores classificou o bombardeio que vitimou a família como “um exemplo das reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo”.

“Ao expressar sinceras condolências aos familiares das vítimas, o Brasil reitera sua mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah. Condena, ainda, as demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano, levadas a efeito, ao longo das últimas semanas, pelas forças israelenses, e a persistência do deslocamento forçado de mais de um milhão de libaneses”, aponta o texto.

A Embaixada do Brasil em Beirute informou que já está em contato com familiares das vítimas para prestar assistência e acompanhar de perto a situação do menino sobrevivente.

O governo Lula reforçou a exigência de que as tropas israelenses deixem imediatamente o território libanês e exortou o cumprimento integral da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, que estabelece os termos para o fim definitivo das hostilidades e a garantia da soberania do Líbano.

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