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Casal saarauí detido há mais de três meses no Aeroporto de Guarulhos denuncia condições precárias

Casal saarauí detido há mais de três meses no Aeroporto de Guarulhos denuncia condições precárias

Casal saarauí detido há mais de três meses no Aeroporto de Guarulhos denuncia condições precárias

Retido desde janeiro no Aeroporto de Guarulhos, casal saarauí denuncia violações de direitos humanos e condições precárias

Um casal saarauí permanece retido há mais de três meses na área restrita do Aeroporto Internacional de Guarulhos e denuncia as condições precárias às quais está submetido desde o fim de janeiro.

Os saarauís são um povo indígena do Saara Ocidental que luta pela autodeterminação contra a ocupação marroquina, representados pela Frente Polisário e pela República Árabe Saarauí Democrática (RASD).

Mohamed Bouchana, de 32 anos, e Ibtissam Wiklandour, de 29, estão no local desde o dia 27 de janeiro, vivendo na área de embarque e desembarque internacional. Segundo relatos divulgados em vídeo, eles dormem em cadeiras e dependem de alimentação fornecida pela companhia aérea Ethiopian Airlines, descrita como insuficiente e de baixa qualidade.

O casal afirma ser vítima de perseguição relacionada ao regime do Marrocos, o que motivou a tentativa de deixar a região de origem. Desde então, aguardam uma definição sobre a situação migratória no Brasil.

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De acordo com Monica Fonseca Severo, integrante do Comitê de Solidariedade ao Povo Saarauí, o caso levanta preocupação no campo dos direitos humanos. “Trata-se de um grave caso de violação de direitos humanos. O casal apresenta sinais de subnutrição e exaustão, com comprometimento de sua saúde física e mental”, afirma.

A permanência prolongada em uma área restrita de aeroporto, sem condições adequadas de descanso, alimentação e higiene, agrava ainda mais a situação dos dois, que seguem sem acesso pleno a assistência humanitária e sem uma solução definitiva para o caso.

A situação também evidencia desafios enfrentados por pessoas em condição de refúgio, especialmente quando há entraves burocráticos ou diplomáticos que impedem o ingresso formal no país.

Até o momento, não há confirmação oficial sobre quando o caso será resolvido ou quais medidas serão adotadas pelas autoridades brasileiras responsáveis pelo controle migratório no aeroporto.

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