Peru vai auditar eleição após disputa acirrada entre esquerda e extrema direita por vaga no 2º turno
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- Conselho Nacional Eleitoral do Peru anunciou auditoria técnica do primeiro turno presidencial.
- Com mais de 97% dos votos, a disputa entre Roberto Sánchez (esquerda) e Rafael López Aliaga (ultraconservador) tem diferença inferior a 0,1 ponto percentual, cerca de 27 mil votos.
- Keiko Fujimori lidera o primeiro turno com pouco mais de 17% dos votos e já assegurou vaga no segundo turno.
- A revisão, acompanhada por especialistas nacionais e internacionais, busca reforçar a confiança nos resultados enquanto as atas ainda são verificadas.
O órgão responsável pelas eleições no Peru decidiu submeter o primeiro turno presidencial a uma auditoria técnica. A medida foi anunciada em meio à disputa apertada por uma vaga no segundo turno.
A apuração ainda não foi concluída. Com mais de 97% dos votos contabilizados, o resultado segue indefinido entre o candidato de esquerda, Roberto Sánchez, e o ultraconservador, Rafael López Aliaga. A diferença entre os dois é pequena, inferior a 0,1 ponto percentual, o que representa cerca de 27 mil votos.
Na frente está a extre Keiko Fujimori, que lidera o primeiro turno com pouco mais de 17% e já garantiu presença na etapa final da eleição.
Revisão em meio a questionamentos
O Conselho Nacional Eleitoral informou que fará uma auditoria completa do sistema, com acompanhamento de especialistas nacionais e internacionais. Segundo o órgão, a iniciativa busca aumentar a confiança nos resultados.
A revisão ocorre enquanto parte das atas ainda passa por verificação. Segundo informações da imprensa local, algumas apresentam inconsistências e estão sendo analisadas pelas autoridades eleitorais.
O processo também foi marcado por questionamentos públicos. López Aliaga pediu a realização de nova votação na capital, alegando problemas logísticos que teriam impedido eleitores de participar. No entanto, o pedido não foi aceito, e o calendário segue mantido, com o segundo turno previsto para 7 de junho.
A situação ganhou contornos políticos após a saída de Piero Corvetto do comando do órgão eleitoral. Ele deixou o cargo em meio a uma investigação e teve a casa revistada. Antes de sair, reconheceu dificuldades logísticas, mas negou irregularidades na condução do processo.
A divulgação do resultado final está prevista para 15 de maio.



