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Brasil precisa de mais políticas de Estado para manter atratividade do petróleo nacional, diz Calmon

Brasil precisa de mais políticas de Estado para manter atratividade do petróleo nacional, diz Calmon

Brasil precisa de mais políticas de Estado para manter atratividade do petróleo nacional, diz Calmon

O Brasil precisa de mais políticas de Estado – e menos politicas de governo – para aproveitar o momento favorável para atração de investimentos na indústria de óleo e gás, dentro do contexto da guerra no Oriente Médio, na avaliação do advogado e sócio do Costa Rodrigues Advogados, Alexandre Calmon.

Durante entrevista ao estúdio eixos na OTC 2026, diretamente de Houston, no Texas (EUA) na terça (5/5), Calmon citou a criação do imposto de exportação sobre o petróleo como um exemplo de política que afeta a percepção sobre a estabilidade das regras no Brasil. Assista ao vivo na íntegra.

“É preciso que haja um consenso, eu diria, dentro do governo federal, para que o Brasil tenha mais políticas de Estado e menos políticas de governo, permitindo, assim, que você mantenha um nível de previsibilidade e estabilidade a médio e longo prazo, permitindo que o Brasil aproveite esse cenário propício para investimentos, se a gente souber fazer o dever de casa”, afirmou.

O advogado destaca que o imposto sobre a exportação de óleo foi introduzido por medida provisória, sem análise prévia de impacto e com viés “basicamente arrecadatório”. 

“Mais uma vez vai terminar na Justiça. E ao final, porque é uma medida provisória que dificilmente vai ser aprovada no Congresso, nos tempos que nós temos hoje, vai acabar não causando prejuízo, num primeiro momento… Mas impacta a percepção, acima de tudo”, comentou.

Principais assuntos tratados:

  • Brasil tem geologia favorável e região pacífica, mas falta previsibilidade e segurança jurídica para atrair investimentos;
  • Imposto de exportação (MP do Diesel) é decisão arrecadatória sem consulta técnica que prejudica a percepção de estabilidade;
  • Licenciamento ambiental é o “calcanhar de Aquiles” há 20 anos; caso Foz do Amazonas afastou empresas;
  • Em países concorrentes, decisões valem o que se negocia; no Brasil surgem imposições pelo meio do caminho;
  • Falta diálogo entre ministérios (Fazenda, Meio Ambiente) e setor técnico (MME, ANP, EPE);
  • Brasil precisa de políticas de Estado (não só de governo) para aproveitar momento de segurança energética global.

Confira a cobertura completa do estúdio eixos em Houston:

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