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Raducanu: “Sabia que seria muito difícil, mas queria jogar Roland Garros”

Raducanu: “Sabia que seria muito difícil, mas queria jogar Roland Garros”

Raducanu: “Sabia que seria muito difícil, mas queria jogar Roland Garros”

Paris (França) – Eliminada ainda na estreia de Roland Garros, Emma Raducanu refletiu sobre o momento de sua carreira, bastante prejudicada por lesões, trocas de equipe e problemas de saúde. Atual 39ª do ranking, a britânica de 23 anos ficou sem jogar durante quase toda a temporada de saibro por causa de uma doença viral, voltando ao circuito apenas na semana passada, em Estrasburgo.

A derrota para a argentina Solana Sierra por 6/0 e 7/6 (7-4) evidenciou a falta de ritmo de jogo da campeã do US Open de 2021, que também enfrentou diversos problemas físicos nos últimos anos. Em 2023, Raducanu passou por cirurgias nos dois punhos e no tornozelo, enquanto no fim de 2024 sofreu uma lesão no pé esquerdo. Ela também teve problemas nas costas no ano passado e encerrou a temporada antecipadamente por conta de uma doença.

Mesmo diante das dificuldades, Raducanu destacou a importância de manter a resiliência. “Acho que é preciso ter muita capacidade de superação. Estou tentando fazer o meu melhor todos os dias, e acho que isso é tudo o que posso exigir de mim mesma”, afirmou após a derrota.

A britânica retomou recentemente a parceria com o técnico Andrew Richardson, que trabalhou com ela durante a histórica campanha do título do US Open em 2021. Ela diz que estava ciente de que jogar em Paris seria um grande desafio depois do longo período afastada. “Tinha consciência de que seria muito difícil chegar aqui nessas condições. Mas eu queria muito jogar em Roland Garros, foi uma decisão minha”, explicou a ex-top 10. “Pensando agora, depois dessas duas partidas que fiz, talvez tivesse sido bom evitar um jogo como o de hoje”.

Emma Raducanu was visibly emotional after her first-round loss at Roland Garros pic.twitter.com/OTOYQzfMlP

— TNT Sports (@tntsports) May 24, 2026

Mesmo assim, Raducanu acredita que enfrentar momentos difíceis faz parte do processo de evolução. “Não acho que tenha ido tão bem quanto gostaria neste ano. Mas acredito que a única maneira de lidar com isso e melhorar é passar pelas partes difíceis, atravessar a dor e, espero, sair do outro lado melhor e mais forte”.

Ela também falou sobre a dificuldade de adaptação às condições de jogo em Paris, principalmente pela falta de partidas recentes. “Senti que as condições estavam extremamente rápidas e vivas, e não consegui confiar nos meus golpes. Parecia que eu não tinha controle da bola”, analisou. “Foi uma situação muito difícil para entrar em quadra depois de tão poucos jogos. Acho que cheguei ao torneio com pouca rodagem e também com pouca confiança”.

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