Estados Unidos associam BYD e Alibaba à estratégia militar da China
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, junto do chefe do Pentágono, Pete Hegserth. Foto: Andrea Hanks/Casa Branca
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos incluiu BYD, Alibaba, Baidu, Tencent, Nio e outras gigantes chinesas em uma lista de empresas que, segundo o Pentágono, mantêm vínculos com o aparato militar da China. A atualização faz parte da relação conhecida como 1260H, usada por Washington para mapear companhias associadas à estratégia chinesa de integração entre setores civil e militar.
A lista também reúne nomes como Huawei, DJI, Hikvision, SenseTime, SMIC, China Mobile, China Telecom, China Unicom, CATL, COMAC, AVIC, TP-Link, Trina Solar, WuXi AppTec e YMTC. O documento será publicado oficialmente no Federal Register, o diário oficial dos Estados Unidos.
A inclusão não equivale a sanções automáticas nem proíbe imediatamente negócios privados com essas empresas. Ainda assim, a medida amplia o escrutínio regulatório e pode afetar relações com fornecedores, investidores e parceiros comerciais.
O Pentágono apontou que a Alibaba e a Baidu teriam afiliações indiretas com órgãos estatais chineses e com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China. A BYD foi descrita como ligada direta e indiretamente à comissão estatal chinesa de supervisão de ativos e, de forma indireta, ao mesmo ministério.
O Pentágono. Foto: Divulgação/REUTERS
A Tencent foi associada indiretamente ao Exército de Libertação Popular, enquanto a Nio foi descrita como ligada à comissão estatal de ativos. A Hesai, fabricante de sensores usados em veículos autônomos, foi vinculada pelo Pentágono ao ministério chinês, à comissão estatal e ao Exército chinês.
A atualização ocorre em meio à disputa tecnológica entre Estados Unidos e China, com foco em inteligência artificial, semicondutores, veículos elétricos, telecomunicações, drones e cadeias de suprimento estratégicas. A lista funciona como instrumento político e regulatório para pressionar empresas consideradas sensíveis por Washington.
Empresas chinesas já contestaram inclusões anteriores em listas semelhantes, e o governo da China costuma acusar os Estados Unidos de usar critérios de segurança nacional para restringir companhias do país. A nova relação reforça a tensão entre as duas maiores economias do mundo em setores considerados decisivos para indústria, defesa e tecnologia.



