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Djalminha vê Argentina mais forte do que em 2022 e coloca Brasil fora dos principais favoritos: ‘Falta um conjunto’

Djalminha vê Argentina mais forte do que em 2022 e coloca Brasil fora dos principais favoritos: ‘Falta um conjunto’

Djalminha vê Argentina mais forte do que em 2022 e coloca Brasil fora dos principais favoritos: ‘Falta um conjunto’

A presença de Djalminha no treinamento da Argentina, em Kansas City, nesta sexta-feira, chamou atenção. O ex-meia da seleção brasileira aproveitou a visita para reencontrar um velho amigo, o técnico Lionel Scaloni, e fez uma análise contundente sobre a Copa do Mundo de 2026: para ele, a Argentina está ainda mais forte do que em 2022, enquanto o Brasil não figura entre os principais favoritos ao título.

Djalminha foi recebido com um abraço caloroso de Scaloni logo após entrar no gramado. Os dois construíram uma forte amizade durante os cinco anos em que atuaram juntos pelo Deportivo La Coruña e fizeram parte da histórica equipe que conquistou o Campeonato Espanhol de 2000, único título nacional da história do clube galego.

— Ele era muito bom, viu? — brincou Scaloni ao apresentar o antigo companheiro aos jornalistas presentes.

O brasileiro retribuiu os elogios e destacou a transformação do ex-lateral em um dos técnicos mais bem-sucedidos do futebol mundial.

— Ele é um fenômeno. Conseguiu fazer todos os jogadores entenderem a importância que o Messi tem. Ele criou uma equipe que joga para o Messi — afirmou.

Na avaliação de Djalminha, o grande mérito de Scaloni foi transformar uma seleção recheada de talentos individuais em uma equipe sólida e organizada.

— Antes, cada jogador jogava o seu próprio futebol. Havia muitos atletas excelentes, mas eles não conseguiam formar um time de verdade. O Scaloni conseguiu isso. Hoje, acredito que a Argentina é mais forte do que há quatro anos — analisou.

Mesmo reconhecendo que o favoritismo pode representar uma pressão extra, o ex-jogador considera a equipe argentina uma das principais candidatas ao bicampeonato.

— O time está mais maduro. Do meio para frente, vejo muitos jogadores de qualidade, e eles ainda têm o melhor jogador do mundo — disse, em referência a Lionel Messi.

Se a avaliação sobre a Argentina foi positiva, o diagnóstico para o Brasil foi bem mais cauteloso. Djalminha acredita que a chegada de Carlo Ancelotti representa um passo importante, mas considera que a seleção ainda está atrás de algumas rivais.

— Ancelotti foi uma boa escolha para o Brasil, mas teve pouco tempo de trabalho. Nós não somos favoritos. Temos problemas. Temos tradição e bons jogadores, mas ainda falta um conjunto — afirmou.

Na hierarquia traçada pelo ex-meia, o Brasil aparece apenas na quinta posição entre os candidatos ao título.

— Se eu tiver que listar favoritos, coloco o Brasil em quinto. Vejo França, Espanha, Argentina e talvez Portugal à frente — declarou.

Djalminha também comentou a situação de Neymar, que chegou ao Mundial cercado por dúvidas físicas após mais um período afastado por lesão.

— Ele precisa estar bem, porque ainda não está — resumiu.

Campeão da Copa América de 1997 com a seleção brasileira, Djalminha aproveitou a conversa para refletir sobre as mudanças no futebol moderno. Conhecido pelo estilo criativo e pelos dribles improváveis, ele acredita que os jogadores atuais têm menos liberdade para improvisar dentro de campo.

— O futebol mudou muito. Os jogadores já não têm tanta liberdade — afirmou.

Ao ser questionado sobre as críticas que recebia durante a carreira por não contribuir tanto defensivamente, respondeu com uma comparação envolvendo Messi.

— Não há problema em correr. Mas o Messi corre atrás de alguém? Os bons jogadores são aqueles que fazem os outros correrem atrás deles — concluiu.

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