Brasil precisa de quase 7 GW de armazenamento e PDE 2036 deve confirmar tendência
NESTA EDIÇÃO. PDE 2036 deve indicar continuação da necessidade de armazenamento no sistema elétrico brasileiro, indica EPE.
Petrobras avalia duplicar a capacidade de fábricas de fertilizantes.
Edge se une à Green Cargo e Nimofest em projeto de R$ 8 bi para escalar uso de GNL em caminhões.
Brasil cai no no ranking global de energia solar adicionada em 2025.
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Brasil precisa de quase 7 GW de armazenamento e PDE 2036 deve confirmar tendência
O sistema elétrico brasileiro precisa de 6,6 gigawatts (GW) de contratação de armazenamento até 2035 e essa necessidade deve continuar a crescer nos anos seguintes.
- A projeção é do presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Thiago Prado, com base no Plano Decenal de Energia (PDE) 2035.
- Em entrevista ao estúdio eixos, Prado afirmou que o PDE 2036, previsto para ser lançado no segundo semestre, deve confirmar essa tendência.
- A demanda por armazenamento vem, sobretudo, da ampliação das fontes variáveis no sistema.
Segundo a Deloitte, o Brasil pode viabilizar mais de R$ 57 bilhões em investimentos em armazenamento de energia nos próximos dez anos.
- Entretanto, para isso, a consultoria aponta que o país precisa avançar na estruturação de um mercado de serviços ancilares, assim como na clareza do marco regulatório para esses projetos e no aperfeiçoamento dos sinais de preço.
Hoje, a principal aposta para a contratação de armazenamento são os leilões de baterias programados para dezembro de 2026.
Executivos do setor lembram que o país compete globalmente por esses projetos, o que pode ser um desafio para a competitividade das contratações, já que a capacidade global de fornecimento do setor é limitada.
Eletrificação. O Consórcio Libra, responsável pela operação do campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, estuda a integração elétrica das plataformas do ativo – a eletrificação das unidades de produção de óleo e gás por meio da conexão à rede elétrica dedicada.
Fertilizantes. A Petrobras estuda duplicar todas as quatro fábricas de fertilizantes do portfólio (Paraná, Sergipe, Bahia e Mato Grosso do Sul), disse a presidente da estatal, Magda Chambriard, a jornalistas. A companhia trabalha na retomada da obra da UFN-3, em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, que deverá ser entregue no início de 2029, com um investimento de US$ 1 bilhão. (Agência Infra)
Preço do barril. O petróleo caiu com força e fechou no menor nível desde a guerra entre EUA e Irã, com o mercado reagindo ao alívio nas preocupações com a oferta. O Brent recuou mais de US$ 3 e terminou a quarta-feira (24/6) em queda de 4,3%, a US$ 73,74 o barril (UOL)
Gás seguirá pressionado. Os preços do gás natural no Brasil devem se manter pressionados no segundo semestre, mesmo com o avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã em torno de um acordo de paz, avalia o vice-presidente do Mercado de gás da Rystad Energy para a América Latina, Vinícius Romano, em entrevista ao podcast gas week.
Caminhões a GNL. A Edge, em conjunto com o Grupo Nimofast e a Green Cargo, anunciou um projeto de R$ 8,3 bilhões em dez anos para escalar o transporte rodoviário de longa distância movido a Gás Natural Liquefeito (GNL) no Brasil.
- Batizado de GreenTech Logística Integrada, o projeto promete atingir 2 mil caminhões em dois anos.
O Programa Gás do Povo já está em vigor em todos os 5.570 municípios brasileiros, incluindo localidades sem revenda de gás liquefeito de petróleo (GLP), onde a entrega é feita por roteirização de revendedores de cidades vizinhas. E deve continuar em operação após 2027, avalia o presidente do Sindigás, Sérgio Bandeira de Mello.
- Mas o diretor Jurídico da Supergasbras, Ricardo Tonietto, indica a necessidade de maior previsibilidade sobre a estimativa mensal de vouchers – o que permitiria à cadeia planejar melhor o suprimento e direcionar botijões para regiões com maior demanda.
Biometano. A Ultragaz está apostando na criação de corredores verdes, dentro da estratégia de comercialização de biometano. A empresa vê uma demanda crescente pelo biocombustível no mercado brasileiro, hoje, no setor de transporte pesado, conta o vice-presidente de Operações, Guilherme Darezzo.
Mandato. A decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de fixar em 0,5% a meta de redução nas emissões de gases de efeito estufa no mercado de gás natural para o primeiro ano do mandato do biometano foi conservadora, na visão do presidente da Associação Brasileira de Energia de Resíduos (Abren), Yuri Schmitke.
- Schmitke afirma que o setor já tem capacidade para atender a uma meta de 1%.
Chamada para exportação. Abihv e ApexBrasil vão lançar uma chamada pública para selecionar projetos de hidrogênio, amônia, metanol e fertilizantes com potencial de exportação. A parceria busca dar acesso aos fundos do Global Gateway, mecanismo da União Europeia para financiamento de infraestrutura sustentável em países parceiros, conta Fernanda Delgado, CEO da Abihv, em entrevista ao estúdio eixos.
Ano eleitoral. O resultado das eleições não deve alterar a relevância das políticas de transição energética no Brasil, avalia o diretor de Relações Públicas da Prospectiva, Felipe Oppelt.
- Em entrevista ao estúdio eixos, ele afirmou que os temas ligados à descarbonização tendem a permanecer na agenda pública.
Desaceleração na solar fotovoltaica. O Brasil caiu para a quinta posição no ranking global entre os maiores mercados fotovoltaicos do mundo, ficando atrás da China, Índia, Estados Unidos e Alemanha, segundo a Absolar.
- Em 2025, o Brasil adicionou 14,5 gigawatts-pico (GWp) de potência pico da fonte solar, uma queda de 23% ante os 18,9 GWp que entraram no ano anterior.
Aposta na solar térmica. A fonte pode ajudar a aliviar o sistema elétrico nos momentos de maior demanda, especialmente no fim da tarde, quando o uso de chuveiros elétricos dispara, avalia a presidente da Abrasol, Danielle Johann.



