Dana White ‘lava as mãos’ sobre polêmicas de Herb Dean
As recentes e controversas atuações do experiente árbitro Herb Dean voltaram a ser pauta nos bastidores do Ultimate. Questionado sobre o assunto em entrevista coletiva realizada após o evento de boxe da Zuffa Boxing, o presidente do UFC, Dana White, preferiu “lavar as mãos” e transferir a responsabilidade sobre o futuro do mediador para as autoridades reguladoras do esporte.
Indagado se o árbitro teria “perdido o ritmo” ou o tempo de reação ideal para conduzir os combates na atualidade, Dana foi evasivo. O dirigente deixou claro de quem é a responsabilidade sobre os profissionais de arbitragem.
“Eu não sei [se ele perdeu o ritmo]. Eu não sei a resposta para essa pergunta. Mas isso não cabe a mim, isso cabe à comissão [atlética]“, declarou.
Herb Dean tem sido alvo de intensas críticas devido ao seu desempenho em três eventos consecutivos da organização. A sequência de polêmicas envolveu a falta de punições severas a golpes ilegais em lutas de alto escalão: primeiro no UFC Casa Branca, no duelo entre Alex ‘Poatan’ e Ciryl Gane; depois no UFC Vegas 119, na reclamação de Andre Fili contra supostas infrações de Vinícius ‘LokDog’; e, mais recentemente, no UFC Azerbaijão, onde o árbitro foi contestado por não coibir diversos comportamentos ilegais de Shara Magomedov no confronto diante de Michel Pereira.
Petição de Poatan
O ápice da insatisfação com o mediador partiu do ex-campeão Alex Poatan, que liderou uma petição pública pedindo o afastamento de Herb Dean dos eventos promovidos pelo UFC. Quando questionado se estava ciente do movimento encabeçado pelo astro brasileiro, o mandatário do Ultimate minimizou o alcance do protesto e justificou o desconhecimento com o seu uso de redes sociais.
“Não [vi], mas ouvi falar sobre isso. Não há MMA no meu algoritmo”, rebateu.
Com a postura adotada pelo presidente da franquia, o debate sobre o padrão de arbitragem e a escala dos profissionais nos eventos de grande porte permanece estritamente sob a jurisdição das comissões atléticas locais, responsáveis pela escalação e avaliação dos juízes e árbitros centrais. Com isso, nomes como Renato ‘Moicano’, Tom Aspinall e Jorge Masvidal tem entoado o coro sobre os erros.


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