Gabriel de Alba já está ativo no dia a dia do Botafogo e foi importante para permanência de Franclim Carvalho
Apesar da GDA Luma ainda não ser, oficialmente, a nova proprietária da SAF do Botafogo, o empresário Gabriel de Alba já vem participando ativamente do dia a dia do clube. O jornalista Bernardo Gentile, do canal “Arena Alvinegra”, contou bastidores e um pouco do perfil que a torcida pode esperar da gestão do empresário mexicano, que aparenta ter uma personalidade bem distinta da seu antecessor, John Textor.
– A GDA já está tomando conta, trabalhando em conjunto com o João Paulo [presidente do social], que está dando expediente nos Estados Unidos numa sala ao lado do próprio Gabriel de Alba. Hoje, se você parar para conversar com os funcionários do Botafogo, você vai certamente vai ouvir assim: “Sim, já conversei com o Gabriel de Alba.” Ou seja, ele já está participando, já está ativo no dia a dia – revelou o jornalista.
– A questão, que aí todo mundo quer saber, é como vai ser essa atuação daqui para frente. Será que ele vai ser um cara que vai botar a cara como era o Textor, ou vai ter um perfil mais diferente? O que a gente escuta nos bastidores é que ele vai ser um cara presente, mas não um cara que vai ficar aparecendo o tempo todo. É um cara mais presente nos bastidores, no dia a dia. Se precisar de tomar uma decisão ele está ali, se precisar fazer uma orientação, uma coisa, ele vai estar ali, mas não vai ser aquele cara que vai ficar aparecendo, falando com o torcedor, dando a cara, tomando cerveja, comendo churrasquinho. É um outro perfil, mas é um perfil presente e que já está trabalhando no Botafogo – completou.
Gabriel de Alba, inclusive, teve participação importante na permanência do técnico Franclim Carvalho, que recebeu proposta do Vasco e acabou ficando e premiado com um reajuste salarial. De acordo com Bernardo Gentile, a atitude mostra que, no momento, mudanças drásticas não são esperadas no clube.
– A gestão com o Eduardo Iglesias [interventor judicial] me parece consolidada. Não tem nenhum indício, pelo menos num primeiro momento, de que a GDA vai trocar, escolher um novo CEO. A tendência hoje é de continuidade do trabalho. O mesmo acontece com o departamento de futebol. Já tem recebido orientações, estratégias, o trabalho já está sendo feito e há uma satisfação no sentido de que está tudo funcionando bem e não tem por que trocar. A pendência maior ficava na questão do próprio treinador. Até porque, nesse ponto, é uma questão importante para a gente saber até onde o social vai ter influência ou não. E aí, a informação que tinha era que parte do social não eram tão fã do trabalho assim, por exemplo, do Franclim Carvalho, que torcia para que o período dos estagiários à frente do Botafogo chegasse ao fim. Ou seja, deixava um claro recado de que preferia um técnico mais consolidado no mercado – iniciou.
– Veio aquela questão do Vasco. E aquela questão do Vasco foi importante também para trazer um novo cenário e uma nova leitura de toda essa situação. Porque o Botafogo poderia ter aproveitado o momento e trocado. Mas não, o Botafogo andou por outro caminho. Decidiu que o momento é de ficar com o Franclim, “ele é melhor para a gente nesse momento, não queremos trocar de treinador agora, o que podemos fazer para ficar com o Franclim?” E aí, nesse momento, o Gabriel de Alba participou dessa decisão, foi importante também. Por quê? Porque em algum momento teve que, por exemplo, chegar e pedir um reajuste salarial para o Franclim, que estava valorizado e vinha um rival forte querendo pagar. Ao mesmo tempo, você tinha que ter certeza que esse cara vai ficar, porque você não dá reajuste salarial para um cara que daqui a pouco pode sair. Ao entrar no circuito e entrar firme nessa história, também houve uma sinalização importante de que o Franclim é importante, de que ele está nos planos dessa nova gestão do Botafogo – contou.



