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Vereador de Anchieta não comparece ao local para apresentar sua versão; Pigatti detalha a confusão | Jornal Espírito Santo Notícias

Vereador de Anchieta não comparece ao local para apresentar sua versão; Pigatti detalha a confusão | Jornal Espírito Santo Notícias

Vereador de Anchieta não comparece ao local para apresentar sua versão; Pigatti detalha a confusão | Jornal Espírito Santo Notícias

Nesta sexta-feira (10), a jornalista Luciana Máximo esteve na comunidade de Inhaúma, em Anchieta, para ouvir as versões do vereador Weslei de Celém e de Valdir José das Neves Pigatti sobre a confusão ocorrida na quinta-feira (9), registrada em vídeo pela assessoria do parlamentar e amplamente compartilhada nas redes sociais.

O vereador não compareceu ao local previamente combinado. Segundo informou à reportagem, ele não se sentia seguro para ir até o encontro, alegando ter sido ameaçado por Pigatti.

Durante a conversa, a jornalista sugeriu que o parlamentar acionasse a Guarda Municipal ou a Polícia Militar para realizar sua escolta, de forma que pudesse apresentar sua versão dos fatos com segurança. No entanto, o vereador optou por não comparecer ao local.

Na sequência, a jornalista entrou em contato com o delegado da Polícia Civil de Anchieta, Dr. Luís Carlos Pascoal, para obter informações sobre o andamento da ocorrência, uma vez que houve agressões mútuas durante a discussão.

O delegado informou que as duas partes já foram ouvidas e que o inquérito policial será concluído e encaminhado ao Poder Judiciário, que dará prosseguimento às medidas cabíveis.

Após o episódio, o vereador publicou um vídeo em suas redes sociais apresentando sua versão dos fatos. O conteúdo está disponível na íntegra ao final desta reportagem, para que os leitores tenham acesso ao posicionamento do parlamentar.

 

Discussão entre o parlamentar e o presidente da Associação de Moradores quase terminou em agressão com um pedaço de madeira.

Um desentendimento envolvendo o vereador Weslei de Celém, de Anchieta, e o gari Valdir José das Neves Pigatti, que também preside a Associação de Moradores de Inhaúma, ganhou grande repercussão nas redes sociais nesta quinta-feira (9). A confusão aconteceu na comunidade de Inhaúma e terminou sendo registrada na Delegacia de Polícia.

Em entrevista exclusiva ao Jornal Espírito Santo Notícias, Pigatti apresentou sua versão dos fatos e afirmou que a discussão teve origem em uma obra de implantação da rede de esgoto executada pela empresa RR Costa, responsável pela construção do condomínio Vista Azul.

Segundo ele, ao perceber que uma grande rocha impediria a continuidade da tubulação, sugeriu ao encarregado da obra que a rede fosse desviada para passar em frente a um terreno de sua propriedade, evitando custos elevados com a remoção da pedra.

“Falei para o encarregado que, em vez de gastar mais de meio milhão de reais cortando a pedra, poderia desviar a tubulação e passar em frente ao meu terreno. Ele agradeceu e seguiu a orientação”, relatou.

Pigatti contou que, nesta quinta-feira, enquanto trabalhava como gari em Iriri, recebeu uma ligação informando que o vereador estava no local da obra.

“Disseram que o vereador estava tentando levar o mérito pela solução. Fui até lá e pedi que ele também informasse nas redes sociais que eu havia autorizado a passagem da tubulação pelo meu terreno. A partir daí começamos a discutir.”

Ainda segundo Pigatti, durante a discussão o vereador teria o chamado de “ladrão”, o que o fez perder o controle.

“Ele me chamou de ladrão. Eu perdi a cabeça. Depois fui buscar os documentos do terreno em casa. Também peguei um pedaço de madeira, mas não cheguei a agredi-lo. Ele mandou que uma assessora filmasse apenas parte da confusão e ainda ficou me provocando”, afirmou.

Após o desentendimento, o vereador acionou a Guarda Municipal e a Polícia Militar. Segundo Pigatti, quando as equipes chegaram ao local ele já havia se dirigido espontaneamente à Delegacia de Polícia, onde prestou depoimento.

“Ele levou o pedaço de madeira para a delegacia, mas eu contei exatamente o que aconteceu. Não tenho motivo para mentir. A discussão começou por causa da obra do esgoto e da acusação que ele fez contra mim”, declarou.

Pigatti também afirmou acreditar que o vídeo divulgado nas redes sociais mostra apenas parte da discussão.

“Ele orientou que a assessora filmasse a situação. Na minha opinião, o vídeo divulgado não mostra tudo o que aconteceu.”

Outro lado

O Jornal Espírito Santo Notícias entrou em contato com o vereador Weslei de Celém antes da publicação desta reportagem, por meio de mensagem, solicitando sua versão sobre os fatos narrados.

Até o encerramento desta matéria, o parlamentar não havia retornado ao contato.

O espaço permanece aberto para que o vereador apresente seu posicionamento. Assim que houver manifestação, a reportagem será atualizada, em respeito ao princípio do contraditório e do direito de resposta.

 

O que diz o vereador

Nas redes sociais o vereador Wesley de Celem ele se pronunciou em relação a confusão ocorrida em Inhaúma com o líder comunitário Valdir José das Neves Pigatti.

“Hoje venho a público, com muita indignação, repudiar os atos de violência e as ameaças que sofri na comunidade de Inhaúma.

Como vereador presente, venho cobrando a CESAN desde março sobre o grave problema de transbordamento da rede de esgoto. Com muito esforço e diálogo, conseguimos resolver o problema. No entanto, enquanto eu fiscalizava o andamento da obra hoje, fui covardemente agredido e ameaçado de morte pelo Sr. Valdir Pigatti, que se intitula presidente da associação de moradores.

Ele alegou que a obra só aconteceu porque ele permitiu que fosse realizada em seu terreno, o que é mentira, pois se trata de uma calçada pública. Fui empurrado, agredido e com um pedaço de madeira sofri ameaças contra a minha vida — fatos que já estão devidamente registrados em Boletim de Ocorrência, com vídeos probatórios entregues às autoridades.

Um líder comunitário deve ser exemplo de diálogo e construção, não alguém que difama, agride e desrespeita moradores e autoridades.

Quero deixar um recado claro: não irei me intimidar. Minha prioridade é a minha família e o bem-estar da nossa população. Confio na justiça e continuarei nas ruas, fiscalizando e trabalhando por quem realmente importa”.

Obs: *Um dos vídeos está sendo veiculado nas redes sem áudio, pois o microfone estava desligado.*

Sigo firme! O trabalho não para.

Wesley de Celém – Vereador Presente

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