Tutor denuncia que cachorro foi morto por caminhão da coleta e cobra providências em Anchieta | Jornal Espírito Santo Notícias
Caso foi registrado na Polícia Civil e comunicado ao Bem-Estar Animal. Prefeitura afirma que responsabilidade pela apuração é da empresa contratada, que foi procurada pela reportagem, mas não se manifestou
Um morador do bairro Nova Anchieta, em Anchieta, denuncia que seu cachorro morreu após ser atropelado por um caminhão da coleta de lixo e afirma que o restante do corpo do animal foi recolhido pelo veículo logo após o acidente. O caso foi registrado na Polícia Civil, comunicado ao setor de Bem-Estar Animal do município e passou a ser acompanhado por protetores independentes da causa animal.
Segundo o tutor Antônio, o caso aconteceu na manhã do dia 18 de junho, entre 6h35 e 6h40, na Rua das Tararacas. Ele contou que havia saído de casa para trabalhar e, poucos minutos depois, retornou para buscar uma ferramenta esquecida.
Ao voltar, encontrou apenas manchas de sangue, marcas de pneus e partes do animal espalhadas pela rua.
“Na hora eu nem acreditei que fosse ele. Depois percebi que era o cachorro”, relatou.
Antônio contou que o cão havia sido resgatado das ruas há mais de um ano. Segundo ele, o animal tinha perdido a visão de um dos olhos antes de ser adotado e acabou aprendendo a abrir o portão da residência, saindo para a rua no dia do acidente.
O tutor afirma que, após o atropelamento, foi informado por pessoas que estavam nas proximidades de que o restante do corpo do cachorro teria sido recolhido pelo caminhão da coleta. Essa informação é um dos pontos que motivaram o registro da ocorrência e ainda é alvo de apuração.
Ainda conforme Antônio, ele procurou a empresa responsável pelo serviço de coleta para buscar esclarecimentos, mas afirma que não recebeu uma resposta satisfatória.
Dias depois, segundo ele, um técnico de segurança da empresa esteve em sua residência para verificar o local do acidente. Antônio relata que, durante a visita, o profissional teria informado que, em situações desse tipo, o procedimento correto seria interromper a coleta, tentar localizar o tutor do animal e acionar os órgãos competentes antes de qualquer outra providência. O tutor afirma ainda que foi informado de que uma apuração interna seria realizada.
O caso também foi levado ao setor de Bem-Estar Animal da Prefeitura de Anchieta, que registrou a denúncia e encaminhou um ofício à empresa responsável pela coleta solicitando esclarecimentos e a adoção das providências cabíveis. No documento, o órgão destaca que situações envolvendo atropelamento de animais devem seguir protocolos específicos e cita dispositivos da Lei de Crimes Ambientais e do Código de Trânsito Brasileiro.
A Polícia Civil informou ao Espírito Santo Notícias que o boletim de ocorrência foi registrado como demanda de natureza cível e, por esse motivo, não foi instaurada investigação criminal. Segundo a corporação, o tutor recebeu orientações sobre as medidas cabíveis.
Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Anchieta informou que tomou conhecimento da situação, mas esclareceu que a responsabilidade pela apuração é da empresa contratada para realizar o serviço de coleta de lixo.
O Espírito Santo Notícias também procurou a empresa Forte Ambiental, responsável pela coleta. Inicialmente, um dos representantes informou que outro setor faria o atendimento da imprensa. A reportagem entrou em contato com o responsável indicado e reiterou o pedido de posicionamento, estabelecendo prazo para resposta. Até a publicação desta matéria, porém, a empresa não encaminhou qualquer manifestação sobre o caso.
Uma protetora independente da causa animal acompanha o caso e presta apoio ao tutor desde os primeiros dias após a ocorrência. Antônio afirma que, caso receba eventual indenização, pretende destinar integralmente o valor para auxiliar o trabalho desenvolvido por ela no resgate e cuidado de animais em situação de abandono e maus-tratos.
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