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‘Brasil quer saber aonde foi parar o dinheiro do Master’: PT diz que carta de Bolsonaro sobre Flávio é manobra para desviar foco

‘Brasil quer saber aonde foi parar o dinheiro do Master’: PT diz que carta de Bolsonaro sobre Flávio é manobra para desviar foco

‘Brasil quer saber aonde foi parar o dinheiro do Master’: PT diz que carta de Bolsonaro sobre Flávio é manobra para desviar foco

Para o secretário nacional de Comunicação do PT, Éden Valadares, a carta escrita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, nesse sábado (11), em que ele aponta Flávio, seu filho mais velho, como porta-voz, não passa de uma manobra da extrema direita para desviar o foco do que realmente interessa aos brasileiros.

“Apareceu carta de [Marco] Rubio [secretário de Estado dos Estados Unidos] agradecendo a Flávio por oferecer participação na equipe de transição e o PIX de bandeja. Apareceu carta de Jair reclamando que os amiguinhos estão sendo injustos e pedindo para a turma aceitar seu filho. Só não apareceu o prometido contrato, suposto contrato, improvável contrato que tornaria a relação de Flávio com [Daniel] Vorcaro algo apenas comercial — e não essa irmandade que movimentou centenas de milhões de reais no maior escândalo da história do Brasil”, criticou Valadares.

O atual pré-candidato à Presidência da República teria negociado US$ 24 milhões (R$ 134 milhões) com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o projeto cinematográfico “Dark Horse”, que pretende contar uma história romanceada da trajetória de Jair Bolsonaro (PL), hoje preso por tentativa de golpe de Estado.

Segundo áudios, documentos e mensagens divulgados pelo site Intercept, US$ 10,6 milhões (aproximadamente R$ 61 milhões) teriam sido pagos em seis operações. Os arquivos compreendem o período de fevereiro a maio de 2025.

Valadares argumenta que a família Bolsonaro recorre a qualquer distração para omitir a verdade. “Entre dancinhas, cartinhas e desavenças familiares, a campanha da extrema direita aposta na retenção da atenção sobre coisas supérfluas para distrair o foco do que realmente importa: a candidatura de Flávio Bolsonaro transborda denúncias de envolvimento em ilegalidades e é um vazio completo de propostas, projetos ou programas.”

O petista cobra explicações e investigações sobre as denúncias que envolvem Flávio. “Chega de carta. O Brasil quer saber onde está o contrato e aonde foi parar o dinheiro que Flávio Bolsonaro pediu ao Banco Master?”, questionou.

Racha familiar

O movimento tenta estancar o desgaste provocado por um racha público e familiar dentro da liderança do partido. No mês passado, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro expôs nas redes sociais um violento desentendimento com o enteado, motivado pelas negociações do PL para apoiar o pré-candidato Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo governo do Ceará.

Em vídeos publicados em seus perfis, Michelle acusou Flávio de tê-la humilhado e maltratado durante uma ligação telefônica. Segundo ela, o senador afirmou de forma ríspida que seria melhor que ela ficasse fora das decisões partidárias por “ter chegado ontem” e “não entender nada de política”. Após o episódio, a ex-primeira-dama anunciou seu afastamento da presidência do PL Mulher.

Na ocasião, Flávio foi a público pedir desculpas e negar as ofensas, elogiando o papel da madrasta na legenda.

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