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Polícia Civil desarticula quadrilha que aplicava golpes com falsas plataformas de investimentos

Polícia Civil desarticula quadrilha que aplicava golpes com falsas plataformas de investimentos

Polícia Civil desarticula quadrilha que aplicava golpes com falsas plataformas de investimentos

A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (14), a Operação Dark Summit para desarticular uma organização criminosa investigada por aplicar golpes por meio de falsas plataformas de investimentos e lavar o dinheiro obtido com as fraudes. A ação cumpre 26 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva em diferentes regiões do estado de São Paulo.

Até o momento, foram apreendidos 20 celulares, equipamentos de informática, um cofre, cinco veículos e cerca de R$ 340 mil em dinheiro. O principal alvo da operação foi preso na capital paulista.

As investigações identificaram 17 integrantes da organização criminosa, entre líderes do esquema, responsáveis pela aplicação das fraudes e pessoas encarregadas da ocultação do patrimônio obtido ilegalmente.

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Golpe simulava investimentos de alta rentabilidade

A investigação, conduzida pelo 10º Distrito Policial (Penha de França), revelou que os criminosos se apresentavam como analistas de investimentos e abordavam as vítimas por aplicativos de mensagens.

Após conquistar a confiança dos investidores, o grupo direcionava as vítimas para plataformas falsas que simulavam aplicações financeiras com gráficos, saldos e lucros fictícios. Convencidas da suposta rentabilidade, as vítimas realizavam depósitos durante meses.

Em um dos casos investigados, o prejuízo ultrapassou R$ 220 mil. Quando tentavam resgatar o dinheiro, os investidores eram informados de que precisavam pagar falsas taxas e impostos para liberar os valores, que nunca eram devolvidos.

Esquema usava empresas de fachada e bloqueio milionário

Segundo a Polícia Civil, a quadrilha utilizava empresas de fachada, contas de “laranjas” e até uma instituição de pagamento para movimentar os recursos obtidos com os golpes e dificultar o rastreamento pelas autoridades.

As investigações também apontaram que os criminosos utilizavam servidores protegidos por mecanismos avançados de segurança cibernética para ocultar a localização dos envolvidos e dar suporte às operações fraudulentas.

Além dos mandados de busca e prisão, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 82,2 milhões em contas bancárias, ativos financeiros e veículos de luxo ligados aos investigados. Também foram impostas medidas cautelares contra outros dois alvos da operação.

Batizada de Dark Summit, a operação faz referência ao uso recorrente da palavra “Summit” na razão social das empresas de fachada criadas pela organização para transmitir uma falsa imagem de credibilidade e solidez aos investidores.

A ação mobilizou 55 policiais civis e 26 viaturas, com participação de equipes da capital e do interior do estado.

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