Espanha domina a Argentina e conquista a Copa do Mundo com autoridade
Primeiro gol de Ferran Torres que deu à Espanha o segundo título Mundial na final em que a Espanha bate a Argentina neste domingo (19), em Nova York, nos Estados UnidosFoto: Franck Fife/AFP/ND Mais
A conquista da Copa do Mundo pela Espanha foi consequência de um trabalho sólido, consistente e que merece todos os elogios. Embora a equipe comandada por Luis de la Fuente não tenha iniciado a competição com atuações tão exuberantes e tenha enfrentado dificuldades na fase de classificação, o crescimento ao longo do torneio foi impressionante.
A partir do mata-mata, desde os 16 avos de final, passando pelas oitavas, quartas, semifinal e chegando à decisão, a seleção espanhola apresentou o futebol mais convincente da competição.
A marca registrada dessa equipe foi o absoluto controle da posse de bola. Com um meio-campo de altíssimo nível, liderado por Dani Olmo, Fabian Ruiz e Rodri, a Espanha dominou seus adversários através da inteligência, da circulação rápida da bola e da capacidade de controlar o ritmo dos jogos.
Entre no grupo
É impressionante como esse setor funciona de forma sincronizada, dando sustentação ofensiva e protegendo o sistema defensivo, que também fez uma partida praticamente perfeita.
Na decisão, diante da Argentina, a superioridade foi incontestável. Mesmo antes da expulsão de Enzo Fernández, aos 48 minutos do segundo tempo, a Espanha já controlava completamente o confronto. O placar de 1 a 0, definido por Ferran Torres no segundo tempo da prorrogação, acabou sendo até modesto diante do que se viu em campo. A Espanha ainda teve dois gols anulados e pressionou o adversário durante praticamente toda a partida.
Os números traduzem fielmente o domínio espanhol: 65% de posse de bola contra apenas 35% da Argentina, 20 finalizações contra apenas duas do adversário e, mais impressionante ainda, 12 chutes no alvo contra nenhum da seleção argentina. As duas tentativas da Argentina sequer exigiram defesa do goleiro espanhol. Foi, como se diz na linguagem do futebol, um verdadeiro amasso.
A equipe espanhola mostrou maturidade em todos os momentos. Não acelerava as jogadas de maneira desnecessária, não rifava a bola e demonstrava enorme paciência para encontrar os espaços. Era uma seleção confortável com a posse, segura defensivamente e extremamente eficiente na construção ofensiva. Lamine Yamal, mesmo muito bem marcado, voltou a ser uma peça importante, criando perigo desde os primeiros minutos e exigindo atenção constante da defesa argentina.
O título coroa uma geração extraordinária e um projeto vencedor. A Espanha chega à conquista invicta há 38 partidas, após levantar também os troféus da Eurocopa e da Liga das Nações. Nesta Copa do Mundo, passou por todos os desafios sem grandes sustos, sempre impondo seu estilo de jogo e confirmando ser, tecnicamente e coletivamente, a melhor equipe do torneio.
Importante ressaltar a grande Copa dos laterais Pedro Porro e Cucurella, como também da jovem revelação espanhola, o zagueiro Pau Cubarsí. Do meio meio de campo com Fabian Ruiz, Olmo e Rodri. E Ferran Torres muito criticado durante a Copa e foi o grande herói da Espanha. O goleiro menos vazado, Unai Simón. Sem falar na jovem estrela Lamine Yamal.
Mas, acima tudo vai ficar marcado o título. Não por atuação de uma estrela, mas sim pelo trabalho de Luís de La Fuente, que transformou o futebol coletivo como a força do bicampeonato mundial.
Espanha campeã, mas tiveram outras estrelas nesta Copa
A final da Copa do Mundo de 2026, pode ter sido a última partida de Messi em Copas. (Photo by TIMOTHY A. CLARY / AFP)Foto: Timothy A. Clary/AFP/ND Mais
Também ficam os reconhecimentos individuais. Kylian Mbappé terminou como artilheiro da Copa do Mundo, prêmio absolutamente justo pelo desempenho ao longo da competição.
Já o melhor jogador do Mundial, na minha avaliação, foi Lionel Messi. Mesmo derrotado na final diante de uma Espanha fortíssima, o argentino voltou a demonstrar talento, liderança e capacidade de decidir jogos, reforçando mais uma vez seu tamanho na história do futebol.
Mas, Rodri da Espanha foi escolhido o melhor jogador da Copa. Claro que Rodri está no top 3 dos melhores da Copa, joga um absurdo, mas aqui a FIFA quis contemplar o time campeão. mas o que fez Messi nesta Copa, não poderia ter pedido o posto de melhor, com todo o respeito a entidade maior do futebol mundial.



