Legado de Preta Gil segue vivo nas telonas 1 ano após sua morte
A morte da cantora Preta Gil completa um ano nesta segunda-feira (20). A artista brasileira faleceu em meados de julho passado, após lutar por meses contra um câncer no intestino. Considerada uma das grandes personalidades musicais do país latino, o velório de Preta causou grande impacto em 2025.
No último ano, fãs, amigos e familiares da cantora relembraram sua história e importância, tanto pessoal quanto profissional, nas redes sociais, por meio de publicações, vídeos e homenagens. Após partir prematuramente, ela deixou o pai, Gilberto Gil, 84, o filho Francisco e a neta, Sol.
Ao longo das décadas, sua trajetória foi marcada por seis álbuns — incluindo “Prêt-à Porter” (2003), “Preta” (2005), “Noite Preta ao Vivo” (2010), “Sou como Sou” (2012), “Bloco da Preta” (2014) e “Todas as Cores” (2017) — além de um bloco de Carnaval no Rio de Janeiro e atuação na publicidade, com a agência Mynd.
Em janeiro de 2023, Preta foi diagnosticada com um câncer no intestino. Sempre otimista, a cantora compartilhava abertamente, nas redes e em entrevistas à imprensa, seus desafios na batalha contra a doença. No mesmo ano, ela chegou a viajar para os Estados Unidos, para dar seguimento ao tratamento.
“Quanto Mais Preta Melhor” e “Preta – Eu Não Ando Só”
Marcado para estrear exatamente um ano depois da partida da cantora, o projeto documental “Quanto Mais Preta, Melhor” celebrará a vida e história da artista, combinando um filme e uma série de quatro episódios.
Além da estreia principal, ainda será disponibilizado o documentário “Preta – Eu Não Ando Só”, idealizado a partir de um pedido de Preta em 2023. A produção trará um registro real, sem filtros, feito por ela mesma e por todos aqueles que a cercavam.
Entre as participações confirmadas, estão: Carolina Dieckmann, Ivete Sangalo, Regina Casé, Gominho, Ana Carolina, Francisco, Sol e Gilberto. As obras reforçam que, mesmo após sua morte, Preta Gil continuou impactando a comunidade artística do Brasil e se manteve presente pela memória de artistas, fãs e familiares próximos a ela.
Carreira de Preta Gil
Natural do Rio de Janeiro, Preta nasceu em 8 de agosto de 1974. Por meio de uma publicação no X, antigo Twitter, Gilberto Gil compartilhou que teve uma pequena discussão no cartório ao registrar o nome da filha do meio, fruto de sua relação com Sandra Gadelha.
Embora tenha dado o pontapé inicial em sua carreira seguindo os passos do pai, a artista se consolidou como ativista social, recorrentemente levantando pautas envolvendo a luta feminista e abrangendo movimentos contra opressões sociais como gordofobia, racismo e em defesa dos direitos LGBT+.
Posteriormente, ela ainda se arriscou no universo da televisão, ao atuar como Helga na novela “Os Mutantes: Caminhos do Coração”, e idealizou e tirou do papel seu próprio bloquinho de carnaval. O Bloco da Preta nasceu em 2010 e anualmente a agremiação levava milhares de pessoas às ruas do Rio de Janeiro.
*Sob supervisão de Fernanda Pinotti



