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A estratégia do PT para tornar Flávio Bolsonaro inelegível

A estratégia do PT para tornar Flávio Bolsonaro inelegível

A estratégia do PT para tornar Flávio Bolsonaro inelegível

Senador Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução

O PT avalia acionar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Justiça Eleitoral após ele questionar a segurança das urnas eletrônicas em um evento com embaixadores em Brasília, nesta terça-feira (20). A iniciativa em análise mira uma ação semelhante à que tornou Jair Bolsonaro (PL) inelegível por ataques ao sistema de votação diante de diplomatas estrangeiros.

As declarações de Flávio ocorreram no evento “Debatendo o Brasil”, realizado pelo site The Brazilian Report e pela agência Novo Selo Comunicação. No encontro, o senador pediu que outros países enviem a “maior quantidade de observadores” para as eleições de outubro deste ano.

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta quarta-feira (22) que a conduta do senador repete o método adotado pelo pai em 2022. “Flávio Bolsonaro prova que tem a mesma cultura golpista do pai, Jair Bolsonaro, e adota os mesmos métodos utilizados nas eleições de 2022”, disse em nota.

Edinho também afirmou que o senador reuniu diplomatas internacionais para questionar o sistema eleitoral pelo qual ele e seus familiares se elegeram. “O senador reuniu diplomatas internacionais para questionar as urnas eletrônicas e, por consequência, o sistema eleitoral brasileiro, pelo qual ele foi eleito parlamentar por diversas vezes, bem como seus familiares”, declarou.

O presidente nacional do PT Edinho Silva. Foto: Divulgação

No evento, Flávio citou relatórios da CIA que tratariam de suspeitas de fraudes em processos eleitorais eletrônicos na Venezuela. Ele mencionou documentos divulgados pela Casa Branca sobre um experimento com máquinas capazes de trocar votos sem detecção em auditorias posteriores ou recontagens manuais.

O senador associou essas máquinas à Smartmatic e afirmou a diplomatas que a empresa também teria fabricado urnas eletrônicas usadas no Brasil. O TSE já negou essa informação, e a Justiça Eleitoral já desmentiu dados citados em ataques ao sistema brasileiro de votação.

Juristas ouvidos pela CNN apontam que o episódio pode embasar uma ação de investigação na Justiça Eleitoral, sob a tese de abuso de poder político e propagação de desinformação. Essa via, considerada a mais gravosa no campo eleitoral, só poderia avançar após o registro da chapa; outra possibilidade seria uma representação criminal ao TSE por desinformação.

Jair Bolsonaro ficou inelegível em 30 de junho de 2023, quando o TSE, por 5 votos a 2, reconheceu abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação na reunião de 18 de julho de 2022, no Palácio da Alvorada, em que ele atacou o sistema eletrônico de votação diante de embaixadores.

Edinho Silva disse que o PT estuda medidas judiciais contra Flávio. “Não podemos tolerar a desinformação e as fake news contra o nosso sistema de votação por um pré-candidato à Presidência da República. O Partido dos Trabalhadores avalia as medidas judiciais cabíveis e reitera que está ao lado da democracia e em defesa das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro, em respeito aos 158 milhões de eleitores e a toda a população do nosso país”, afirmou.

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