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O que se sabe sobre o novo indiciamento do ex-presidente do INSS

O que se sabe sobre o novo indiciamento do ex-presidente do INSS

O que se sabe sobre o novo indiciamento do ex-presidente do INSS

Na quinta-feira passada, a Polícia Federal concluiu o segundo inquérito sobre o esquema de desvio de aposentados, indiciando seis pessoas, incluindo o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, que liderou o órgão durante a gestão do presidente Lula.

Anteriormente, Stefanutto e outras 47 pessoas foram indiciadas no primeiro inquérito da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos irregulares de aposentados e pensionistas do INSS, totalizando desvios de até R$ 6,3 bilhões.

Segundo os agentes, o esquema movimentou cerca de R$ 6 bilhões, com Stefanutto recebendo propinas de R$ 250 mil mensais. A PF apontou a prática de organização criminosa e inserção de dados falsos no sistema de informação.

Detalhes do primeiro inquérito

De acordo com o relatório de 839 páginas do primeiro inquérito da PF, divulgado em 14 de julho, o ex-presidente era conhecido como “italiano” e era mencionado nas agendas dos demais envolvidos no esquema, trocando mensagens com informações sobre pagamentos e recebimentos. Ele supostamente recebia propinas por meio de empresas fictícias, conforme as investigações.

A PF concluiu que “ALESSANDRO ANTONIO STEFANUTTO (“Italiano,” ex-Procurador-Geral e Presidente do INSS): Recebia até R$ 250.000,00 mensais, totalizando R$900.000,00 via STELO ADVOGADOS, além de outros montantes via DELICIA ITALIANA PIZZAS e MOINHOS IMOBILIARIA”.

O documento relata que, em 8 de janeiro de 2025, um operador compartilhou uma conversa com um intermediário de pagamentos do ex-presidente do INSS, informando sobre o pagamento mensal e os dados bancários.

Em outra ocasião, o operador solicita ao intermediário que faça contato com o “italiano” para uma transação específica, indicando o número de itens a serem entregues.

Novas indicações no segundo inquérito

No segundo inquérito, mais seis pessoas foram indiciadas, incluindo Stefanutto. Entre os nomes apontados pela PF estão Virgílio Ribeiro, ex-procurador-geral do INSS; André Fidelis, ex-diretor do órgão; Aristides Veras dos Santos, ex-presidente da entidade; Thaisa Daiane, ex-secretária-geral da Contag; e Edjane Rodrigues Silva, ex-secretária da associação.

O relatório será encaminhado à Procuradoria-Geral da República, que decidirá se arquiva o caso ou apresenta denúncia contra os envolvidos.

O advogado de Alessandro Stefanutto declarou que não teve acesso ao conteúdo completo do novo indiciamento da Polícia Federal, mas afirmou que seu cliente não cometeu atos ilícitos durante suas funções no INSS e acredita que a análise dos autos comprovará sua inocência.

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