Notícias SP: PMs presos, professor acusado e jovem sumido
Três histórias marcam o noticiário de São Paulo nesta quarta-feira (26 de agosto). Um caso de violência sexual envolvendo policiais militares na Zona Leste, uma denúncia de abuso contra um professor de religião na Zona Norte, e o drama de uma família que busca há oito meses por um jovem visto pela última vez em uma estação de metrô na capital paulista. Confira os detalhes de cada caso.
PMs são presos suspeitos de estuprar adolescente na Zona Leste
Dois policiais militares foram presos em flagrante na segunda-feira (24) suspeitos de roubar e estuprar uma adolescente na região da Avenida Itaquera, na Zona Leste de São Paulo. Segundo o depoimento da vítima, os agentes a separaram dos amigos antes de cometerem o crime. A adolescente contou que um dos PMs disse “eu quero ela” e a levou para um local afastado.
De acordo com a irmã da vítima, um dos policiais teria, supostamente, ameaçado atirar caso a adolescente não obedecesse às ordens. “Ele ameaçou atirar caso ela não fizesse o que ele mandasse”, relatou a familiar em entrevista. A adolescente estava acompanhada de amigos quando foi abordada pela viatura policial.
A Corregedoria da Polícia Militar abriu investigação interna para apurar a conduta dos agentes. O comando da PM informou que os dois policiais foram encaminhados ao presídio militar e permanecem à disposição da Justiça. O caso foi registrado no 70º Distrito Policial (Itaquera) como roubo e estupro de vulnerável.
A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo divulgou nota afirmando que não compactua com desvios de conduta na corporação e que as medidas cabíveis estão sendo tomadas. A pasta destacou que a PM tem mecanismos rigorosos de controle interno e que os envolvidos responderão administrativa e criminalmente.
Casos de violência sexual envolvendo policiais militares geram comoção e reforçam o debate sobre a conduta de agentes de segurança em São Paulo. Dados da própria Corregedoria da PM mostram que, nos últimos dois anos, dezenas de policiais foram afastados por envolvimento em crimes violentos.
Professor de religião é acusado de abusar de aluna de 13 anos
Um professor de religião foi acusado nesta terça-feira (25) de tocar as partes íntimas de uma aluna de 13 anos dentro da sala de aula, na Zona Norte de São Paulo. O caso foi registrado como estupro de vulnerável no 13º Distrito Policial, no bairro da Casa Verde. O crime de estupro de vulnerável está previsto no artigo 217-A do Código Penal e tem pena que pode chegar a 15 anos de reclusão.
Segundo o registro policial, o pai da adolescente procurou a delegacia e contou que a filha teria sido vítima do professor. De acordo com o relato, o docente teria tocado as nádegas da aluna, e o ato teria sido presenciado por uma colega de classe que estava sentada ao lado. A testemunha confirmou a versão da vítima à coordenação da escola.
A adolescente contou o ocorrido à direção da escola e depois foi ao 13º DP acompanhada do pai. A unidade de ensino ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. A Polícia Civil instaurou inquérito e ouvirá testemunhas e funcionários da escola nas próximas semanas.
O Conselho Tutelar da região foi acionado e acompanha o caso. A vítima passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), que confirmou sinais de violência. A escola informou, em nota interna, que está colaborando com as investigações e que o professor foi afastado das atividades até o esclarecimento dos fatos.
Casos de abuso sexual em ambiente escolar acendem um alerta para a necessidade de canais de denúncia mais acessíveis dentro das instituições de ensino. Especialistas em proteção à infância recomendam que escolas implementem protocolos claros de acolhimento para vítimas de violência.
Família busca há 8 meses por jovem visto pela última vez no metrô
Helber Alves, de 26 anos, está desaparecido desde o dia 23 de dezembro de 2025. Ele foi visto pela última vez em uma estação de metrô de São Paulo e, desde então, a família não tem mais notícias. A irmã do jovem desabafou em entrevista ao G1: “É uma busca que não se movimentou. A gente espera que as autoridades deem mais atenção ao caso.”
Helber trabalhava com audiovisual e fez curso de multimídia no Geledés, Instituto da Mulher Negra. A família registrou boletim de ocorrência assim que sentiu falta do rapaz e já distribuiu cartazes em estações de metrô, terminais de ônibus e pontos de grande circulação na capital. Até agora, nenhuma pista concreta surgiu.
O caso foi registrado no 77º Distrito Policial (Santa Cecília). A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento, mas a família reclama da lentidão e da falta de avanços concretos. De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, cerca de 80 mil pessoas desaparecem por ano no Brasil, e grande parte dos casos segue sem solução.
A irmã de Helber faz um apelo: “Se alguém viu alguma coisa, por menor que pareça, por favor, ligue para o Disque-Denúncia. Qualquer informação pode ajudar a trazer ele de volta para casa.” Informações sobre o paradeiro de Helber podem ser repassadas ao Disque-Denúncia (181), de forma anônima.
Veja também: Homem é preso por tráfico de drogas e associação criminosa no interior de SP.
Os três casos reforçam a importância de canais de denúncia acessíveis e de uma investigação policial eficiente em São Paulo. Enquanto a PM enfrenta questionamentos sobre a conduta de seus agentes, a sociedade cobra respostas rápidas das autoridades em casos de violência sexual e desaparecimentos.
Com informações de G1 São Paulo
RedeBrasil




Publicar comentário