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Tebet critica Derrite: denúncias de corrupção policial em SP

Tebet critica Derrite: denúncias de corrupção policial em SP

Tebet critica Derrite: denúncias de corrupção policial em SP

Em meio à campanha para o Senado por São Paulo, a candidata Simone Tebet (PSB) disparou críticas contra o ex-secretário de Segurança Pública do estado, Guilherme Derrite (PP), cobrando explicações sobre denúncias de corrupção nas polícias durante sua gestão. As declarações foram feitas após a divulgação de uma nova pesquisa Quaest que mostra os dois candidatos tecnicamente empatados na corrida pelas duas vagas ao Senado.

Tebet critica Derrite: denúncias de corrupção policial em SP

Tebet: Derrite precisa se explicar

“São denúncias de envolvimento da Polícia Militar e até da Polícia Civil com o crime organizado, com o PCC e o Comando Vermelho no período em que o secretário era o Derrite na Segurança Pública. Então acredito que essa seja uma fragilidade”, afirmou Tebet, em entrevista. “Essa é a grande fragilidade do Derrite. Ele foi secretário de Segurança Pública por três anos. Ele vai ter que se explicar enquanto candidato.”

A candidata do PSB também defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública em nível federal. “O governo federal tentou e, lamentavelmente, os governadores, com medo de perder protagonismos, não aceitavam o avanço dessa PEC. Os governadores têm que tirar as vaidades de lado e entender que somente com uma coordenação do presidente da República se faz uma ampla coordenação nacional, sem tirar toda a autonomia dos governadores”, declarou.

Corrida ao Senado está acirrada

Segundo o levantamento Quaest, a disputa pelas duas vagas ao Senado por São Paulo está tecnicamente empatada entre três candidatos. No cenário estimulado de primeira opção, Guilherme Derrite tem 12%, Marina Silva (Rede) tem 12% e Simone Tebet aparece com 11%, todos dentro da margem de erro. André do Prado (PL) soma 7%, enquanto Ricardo Salles (Novo) registra 4%.

Considerando a segunda opção de voto, Derrite sobe para 17%, seguido por Marina com 15% e Tebet com 15%. O percentual de indecisos chega a 27% no primeiro cenário e 20% no segundo, o que sugere que a corrida ainda pode ter reviravoltas significativas até outubro.

A pesquisa também revelou que Derrite enfrenta alta rejeição: 45% dos entrevistados disseram conhecê-lo e não votariam nele de forma alguma. Simone Tebet tem 35% de rejeição, enquanto Marina Silva apresenta o menor índice entre os três, com 13%. Os dados indicam que o ex-secretário, apesar de ter um eleitorado fiel, enfrenta resistência em parte significativa do eleitorado paulista.

As denúncias contra a gestão Derrite

As acusações de envolvimento de policiais com facções criminosas durante a gestão de Derrite na Secretaria de Segurança Pública não são novas. Reportagens anteriores já apontavam supostas relações entre integrantes da PM e do PCC, além de casos de extorsão e corrupção envolvendo agentes da Polícia Civil. A gestão Derrite, que durou de 2023 a 2026, foi marcada por polêmicas envolvendo a atuação da Rota e da Polícia Militar em comunidades periféricas, com denúncias de abuso de autoridade e violações de direitos humanos.

O ex-secretário, que deixou o cargo para disputar a eleição ao Senado, sempre defendeu sua gestão apontando queda em indicadores criminais, como homicídios e roubos. No entanto, os questionamentos de Tebet trazem à tona um debate que promete marcar a reta final da campanha: a relação entre as forças de segurança e o crime organizado no estado mais populoso do país.

O papel de Tarcísio na campanha

Derrite é uma das principais apostas do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para o Senado. Aliado de primeira hora, o ex-secretário representa a ala da segurança pública dentro do bolsonarismo paulista. No entanto, as denúncias podem prejudicar não apenas sua candidatura, mas também a imagem do governador, que enfrenta sua própria reeleição em 2026 e tem Derrite como peça central de sua base política.

Para Tebet, as críticas a Derrite também servem como estratégia para consolidar o voto do eleitorado de centro-esquerda, que pode se dividir entre ela e Marina Silva. Com duas vagas em disputa, a expectativa é que ao menos um dos nomes da oposição consiga se eleger ao lado de Derrite, caso sua candidatura se mantenha competitiva.

O que esperar da campanha

Com a eleição se aproximando, os debates devem se intensificar e novas denúncias podem surgir. A corrida ao Senado por São Paulo é uma das mais disputadas do país, com candidaturas fortes de diferentes espectros políticos. O alto índice de indecisos e a rejeição elevada de alguns candidatos indicam que a reta final será decisiva.

As próximas pesquisas devem mostrar se as críticas de Tebet a Derrite surtiram efeito nas intenções de voto. Enquanto isso, o eleitorado paulista acompanha de perto os desdobramentos de um dos maiores escândalos envolvendo a segurança pública do estado nos últimos anos.

Com informações do G1

RedeBrasil

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