PT pede cassação de Flávio Bolsonaro no Conselho de Ética do Senado por financiamento do filme Dark Horse com pagamentos de Vorcaro
Áudio divulgado pelo The Intercept mostrou senador Flávio Bolsonaro preocupado com prazos e parcelas do filme Dark Horse ao falar com Daniel Vorcaro.Foto: Reprodução/ND Mais
O Partido dos Trabalhadores protocolou na quarta-feira (2) uma representação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado Federal pedindo a perda do mandato do senador Flávio Bolsonaro.
O partido acusa o parlamentar de quebra de decoro devido a declarações sobre o financiamento do filme “Dark Horse” com recursos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A legenda baseia a representação em reportagens que apontam um repasse de 1,6 milhão de dólares, o equivalente a mais de R$ 8 milhões, feito por Vorcaro em 16 de setembro de 2025 ao fundo Havengate, gestor do filme.
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O partido também transcreve uma mensagem de áudio, datada de 8 de setembro de 2025, na qual o senador cobra os pagamentos do banqueiro.
De acordo com a representação, os repasses do executivo somaram 10,6 milhões de dólares, ou R$ 61 milhões, entre fevereiro e maio de 2025.
“O Senado Federal não pode ignorar fatos dessa gravidade. Quem ocupa um mandato concedido pelo povo tem o dever de agir com verdade, responsabilidade e respeito às instituições. A imunidade parlamentar protege a liberdade de expressão e o exercício do mandato, mas não pode servir de escudo para enganar a sociedade”, afirma o líder do PT no Senado, Camillo Santana.
O texto do protocolo também registra que o senador apresentou um laudo de uma perícia privada que listou despesas de 75 milhões de reais relacionadas à produção audiovisual.
Segundo a representação, o laudo não identificou os investidores do fundo nem o destino dos recursos repassados pelo banqueiro.
O partido requer a perda do mandato parlamentar por abuso das prerrogativas constitucionais, com base no artigo 55 da Constituição Federal e no Código de Ética e Disciplina do Senado.
O documento solicita a admissão do pedido pelo presidente do conselho, a notificação do senador para a apresentação de defesa prévia e a produção de provas.
A reportagem solicitou posicionamento à assessoria de Flávio Bolsonaro e aguarda resposta.



