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Grito dos Excluídos 2026: esquerda ocupa Praça da Sé no 7 de Setembro em SP

Grito dos Excluídos 2026: esquerda ocupa Praça da Sé no 7 de Setembro em SP

Grito dos Excluídos 2026: esquerda ocupa Praça da Sé no 7 de Setembro em SP

O feriado de 7 de Setembro em São Paulo não foi marcado apenas pelos atos da direita na Avenida Paulista. Na Praça da Sé, região central da capital, movimentos sociais e partidos de esquerda realizaram a 32ª edição do Grito dos Excluídos e Excluídas, reunindo manifestantes em defesa de pautas como moradia, trabalho digno, educação pública de qualidade e direitos das mulheres.

Grito dos Excluídos 2026 — manifestação na Praça da Sé, em São Paulo

Com o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania”, a manifestação começou às 9h e se estendeu até o fim da manhã. Organizada por centrais sindicais, movimentos populares e partidos de esquerda, a mobilização fez parte de uma onda nacional de protestos que ocorreram em 24 das 27 unidades da federação.

Pautas do Grito dos Excluídos 2026

O Grito dos Excluídos deste ano trouxe uma pauta ampla, mas com foco especial em questões sociais e trabalhistas. Entre as principais reivindicações estavam o fim da escala de trabalho 6×1, mais investimentos em educação pública, a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e o enfrentamento ao feminicídio.

Os organizadores também levantaram bandeiras contra o racismo, a LGBTfobia e todas as formas de violência contra as mulheres. O ato contou com a presença de lideranças comunitárias, sindicalistas e representantes de partidos da esquerda paulista.

Em São Paulo, a capital com o maior número de desempregados e moradores de rua do estado, a pauta da moradia teve destaque. O déficit habitacional na cidade ultrapassa 300 mil moradias, segundo dados recentes do governo paulista. O tema foi amplamente debatido pelos participantes.

 

Mobilização nacional

O Grito dos Excluídos foi criado em 1995 pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e, desde então, ocorre anualmente no 7 de Setembro. A iniciativa surgiu como contraponto aos desfiles militares oficiais, dando voz a quem historicamente fica à margem das políticas públicas.

Em 2026, o evento teve caráter suprapartidário mas alinhado a pautas progressistas. A lista de capitais com atos confirmados incluiu Salvador, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Brasília e São Paulo, entre outras.

De acordo com os organizadores, os atos ocorreram sem incidentes graves, com participação estimada na casa dos milhares em todo o país.

 

Dois atos na mesma São Paulo

O 7 de Setembro de 2026 expôs duas faces da mobilização política em São Paulo. Enquanto a esquerda ocupava a Praça da Sé pela manhã, a direita se concentrava na Avenida Paulista a partir das 15h. O ato da Paulista foi convocado pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e contou com a participação do governador Tarcísio de Freitas e dos candidatos Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo).

Os manifestantes da Paulista carregavam palavras de ordem contra o presidente Lula e o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Já na Sé, as críticas se voltavam contra a precarização do trabalho, a falta de moradia e as desigualdades sociais.

O comício de Flávio na Paulista testou a força do bolsonarismo em SP, enquanto o Grito dos Excluídos reafirmou a presença da esquerda nas ruas da capital. Cada lado escolheu um palco simbólico diferente: a Praça da Sé, berço histórico de manifestações populares na cidade, e a Avenida Paulista, epicentro dos grandes atos da direita desde 2014.

 

O que esperar daqui para frente

Os dois atos simultâneos em São Paulo no 7 de Setembro mostram que as ruas seguirão aquecidas até outubro, quando ocorre o primeiro turno das eleições. Com Flávio Bolsonaro consolidando a candidatura da direita e a esquerda se articulando em torno de Lula e dos candidatos do PT ao governo paulista nas pesquisas, a disputa política promete se intensificar nas próximas semanas.

Para os movimentos sociais que organizam o Grito dos Excluídos, a mensagem é clara: a lura por direitos sociais e trabalhistas não se encerra no feriado da Independência. Novos atos devem ser convocados ao longo da campanha eleitoral.

Com informações do Poder360 e ND+

RedeBrasil

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