Grito dos Excluídos cobra combate ao feminicídio no 7 de Setembro
Mobilizações ocorreram em paralelo às celebrações oficiais e reuniram movimentos sociais e entidades
O 32º Grito dos Excluídos levou às ruas, nesta 2ª feira (7.set.2026), manifestações da esquerda contra a violência de gênero e o aumento dos feminicídios. O protesto foi realizado em paralelo às celebrações oficiais do 7 de Setembro. Reuniu movimentos sociais e entidades ligadas a diferentes grupos.
Em São Paulo, a mobilização ocorreu na Praça da Sé e teve críticas ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e ao prefeito Ricardo Nunes (MDB). Os manifestantes criticaram cortes e atrasos no repasse de recursos para serviços de proteção às mulheres.
A deputada federal Juliana Cardoso (PT), o deputado estadual Eduardo Suplicy (PT) e o ex-ministro Paulo Teixeira (PT) participaram da mobilização na capital paulista. As cobranças se dão depois de o Estado registrar 141 casos de feminicídio no 1º semestre de 2026, o maior número desde o início da série histórica.
A pauta do ato incluiu ainda o fim da escala 6 X 1 e da terceirização da mão de obra, o combate à violência policial, além da oposição à privatização de serviços essenciais. Os participantes também pediram a ampliação de políticas de proteção a pessoas em situação de alta vulnerabilidade social.
Segundo a organização, os atos foram realizados em 63 cidades de 24 Estados e no Distrito Federal.



