Como superamos a OCDE na recuperação?
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O Brasil demonstra uma redução notável na defasagem educacional em comparação com nações desenvolvidas. Os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2025, divulgados nesta terça-feira, 8 de agosto, pela OCDE, confirmam essa evolução. Contudo, o desempenho brasileiro ainda permanece abaixo da média global, um desafio constante para a educação em cidades como Guarulhos.
Avanço e Desempenho Atual da Educação
O relatório Pisa 2025 indica estabilidade nos resultados do Brasil desde a edição de 2022. Estudantes brasileiros registraram 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências. A média da OCDE, por outro lado, ficou em 466 para leitura, 469 para matemática e 486 para ciências, evidenciando a distância a ser superada.
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Cada 20 pontos equivalem a um ano escolar. Assim, o Brasil ainda se posiciona cerca de 4,6 anos atrás dos membros da OCDE em matemática. Entretanto, a diferença em relação à média dos países desenvolvidos diminuiu significativamente entre 2006 e 2025. A defasagem em leitura reduziu 44 pontos, em matemática 39 pontos e em ciências 36 pontos, demonstrando um progresso contínuo.
Recuperação Pós-Pandemia e Perfil dos Alunos
O Pisa 2025 aponta uma recuperação brasileira mais robusta após a pandemia de covid-19 do que a média da OCDE. O país não apenas recuperou, mas superou seu desempenho pré-pandemia em ciências entre 2018 e 2025. Além disso, registrou perdas menores em leitura e matemática em comparação com a média da OCDE. O Inep, autarquia do MEC, aplica a avaliação no Brasil.
O estudo envolveu 760 mil estudantes de 91 países, com 30.140 alunos brasileiros. A maioria, 72,4%, era de escolas estaduais em áreas urbanas, um perfil comum em Guarulhos e na Grande São Paulo.
Tecnologia na Educação e Restrições de Celulares
A edição de 2025 introduziu a “Aprendizagem no Mundo Digital”, focando na Resolução de Problemas por meio de Ferramentas Computacionais (RPFC). O Brasil obteve 406 pontos em RPFC, abaixo da média da OCDE (500). Enquanto isso, 81% dos estudantes brasileiros frequentavam escolas com restrições ao uso de celulares, um aumento expressivo frente aos 37% de 2022.
Esta proporção supera a média da OCDE (49%). O MEC correlaciona a medida com menor distração digital e a Lei nº 15.100/2025, visando otimizar o foco e o aprendizado. Tais iniciativas demonstram a busca por uma educação mais eficiente em todo o território nacional.


