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Datafolha em SP: Tarcísio tem 49% e Haddad 29% na corrida pelo governo

Datafolha em SP: Tarcísio tem 49% e Haddad 29% na corrida pelo governo

Datafolha em SP: Tarcísio tem 49% e Haddad 29% na corrida pelo governo

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11) mostra o governador e candidato a reeleição Tarcísio de Freitas (Republicanos) com 49% das intenções de voto contra 29% de Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo de São Paulo. O levantamento foi encomendado pela Globo e pela Folha de S.Paulo e registrado sob o número SP-04189/2026.

Foram entrevistadas 1.610 pessoas entre os dias 8 e 10 de setembro em todo o estado. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa mostra um cenário de vantagem consolidada para o atual governador, que oscilou quatro pontos para cima desde a última edição do levantamento, em 21 de agosto, quando tinha 45%. Haddad também subiu dois pontos no mesmo período, saindo de 27% para 29%.

Votos válidos confirmam vantagem

Pela primeira vez neste ciclo eleitoral, o Datafolha divulgou também os chamados votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos. Nesse recorte, Tarcísio de Freitas aparece com 56% contra 32% de Fernando Haddad. Os demais candidatos somam juntos 12%: Policial Edjane (Agir), Carlos Machado (PCB) e Vera Lúcia (PSTU) aparecem com 3% cada, Vivian Mendes (UP) tem 2% e Izadora Dias (PCO), 1%.

O instituto também apurou que 66% dos eleitores ouvidos afirmam que a escolha do candidato já é definitiva, enquanto 34% dizem que ainda podem mudar de voto até as eleições, marcadas para 4 de outubro. O número de indecisos na pesquisa espontânea caiu de 50% em agosto para 41% neste levantamento, o que sugere que o eleitorado paulista está consolidando suas preferências à medida que a campanha entra na reta final.

Avaliação da gestão e aprovação do trabalho

A pesquisa também mediu a avaliação do governo Tarcísio. Para 46% dos paulistas, a gestão é ótima ou boa. Outros 30% a classificam como regular, 21% como ruim ou péssima e 3% não souberam responder. O índice de ótimo/bom subiu quatro pontos em relação a agosto, quando era de 42%.

O trabalho do governador como chefe do Executivo estadual foi aprovado por 63% dos entrevistados, ante 60% na edição anterior. Desaprovam a atuação de Tarcísio 32% (eram 34%), e 5% não souberam opinar. Os números indicam que a avaliação positiva do governo tem sustentado a vantagem eleitoral do candidato à reeleição mesmo em um cenário de polarização nacional.

Disputa ao Senado em SP

Pela primeira vez neste ano, o Datafolha também divulgou os números da disputa ao Senado por São Paulo. Em 2026, serão eleitos dois senadores em cada estado, já que a eleição renova 54 das 81 cadeiras do Senado. Cada eleitor precisa votar em dois candidatos diferentes.

Na liderança aparecem empatadas Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), ambas com 13%. Em seguida vem André do Prado (PL), com 11%, e o atual secretário de Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite (PP), com 10%. Os demais candidatos aparecem com menos de 5% das intenções de voto.

A corrida ao Senado promete ser acirrada, com quatro nomes brigando pelas duas vagas em uma disputa que mistura peso eleitoral de figuras nacionais (Marina e Tebet) com forças políticas locais (André do Prado e Derrite).

Cenário e perspectivas para a reta final

Com a campanha entrando na última reta antes do primeiro turno, em 4 de outubro, os dados do Datafolha apontam que Tarcísio de Freitas parte com vantagem significativa. O governador conseguiu ampliar sua dianteira mesmo em um ambiente político nacional marcado pela polarização entre o presidente Lula e o candidato Flávio Bolsonaro (PL).

Para Haddad, o desafio é reverter um cenário desfavorável em menos de um mês de campanha. O petista tem investido em agendas pelo interior e na Grande São Paulo, além de tentar associar Tarcísio a controvérsias envolvendo o caso Banco Master e as investigações sobre Flávio Bolsonaro. No entanto, os números sugerem que a estratégia ainda não produziu o efeito esperado nas pesquisas.

O horário eleitoral gratuito, que começou em 26 de agosto, pode ainda influenciar o eleitorado indeciso, especialmente os 34% que afirmam poder mudar de voto. Outros temas relevantes da administração estadual, como educação e segurança, também devem ganhar destaque nos próximos debates.

Os próximos levantamentos do instituto, previstos para as semanas seguintes, indicarão se a vantagem de Tarcísio se consolida ou se Haddad consegue reagir na reta final da campanha. A eleição em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, é considerada estratégica tanto para o governo federal quanto para a oposição.

Com informações de G1 e Folha de S.Paulo

RedeBrasil

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