Terremoto de 7,7 atinge o Panamá e assusta brasileiros
Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu o Panamá na tarde desta sexta-feira (9), segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O tremor foi sentido com força na Cidade do Panamá e na vizinha Costa Rica. Um alerta por risco de tsunami chegou a ser emitido para a costa do Pacífico, mas depois foi retirado.
O abalo ocorreu às 14h56 pelo horário de Brasília. Inicialmente, o USGS havia registrado magnitude 8,0, mas revisou a intensidade para 7,7. Até a última atualização, não havia informações sobre vítimas.
Epicentro em área rural e profundidade rasa
O epicentro ficou em La Pitaloza, no sul do país, em uma comunidade rural pouco povoada. A profundidade foi rasa, de 12 quilômetros da superfície, o que aumenta a intensidade do tremor sentido em terra.
Cerca de meia hora depois, um segundo abalo, de magnitude 5,5, foi registrado mais ao sul, na localidade de Bajo Corral. Ao todo, o país contabilizou ao menos seis réplicas. Aproximadamente três horas mais tarde, um novo terremoto de magnitude 6,6 atingiu a região de Río Grande, no oeste panamenho, a 10 quilômetros de profundidade.
Hotel e catedral desabam no sul do país
Imagens divulgadas nas redes sociais mostravam cenas de destruição. Na cidade de Penonomé, uma das mais atingidas, parte de um hotel colapsou. Em Santiago, a imprensa local afirmou que a torre de uma catedral veio abaixo.
Em diversas províncias do sul, as aulas foram suspensas. Na cidade de Colón, perto do Canal do Panamá, um grande incêndio atingiu instalações do porto. Por outro lado, a Autoridade do Canal informou que a hidrovia seguia operando normalmente, apesar do tremor.
Na capital, centenas de pessoas saíram às ruas. O aeroporto da Cidade do Panamá foi fechado por precaução.
Brasileiros relatam susto grande na capital
A jornalista brasileira Laís Gomes e o marido foram surpreendidos pelo tremor na Cidade do Panamá. O casal estava em um restaurante quando mesas e cadeiras começaram a balançar. “Todo mundo começou a gritar”, relatou Laís. O local foi rapidamente esvaziado.
O guia turístico brasileiro Roque Freitas, que mora há 16 anos na capital panamenha, classificou o momento como um grande susto. Ele relata registros de queda de marquises no Casco Antiguo, centro histórico da cidade.
O que esperar daqui para frente
O Panamá fica em uma região de intensa atividade sísmica, entre placas tectônicas que se movem constantemente. Tremores de grande magnitude, ainda que raros, costumam vir acompanhados de réplicas ao longo dos dias seguintes.
As autoridades locais seguiam avaliando os danos em prédios públicos e residências. Como resultado, a prioridade passa a ser a inspeção de estruturas e o atendimento às áreas mais afetadas do sul do país.
Casos recentes de terremotos e desastres naturais na América Latina mostram o peso da resposta rápida. Episódios como as enchentes que deixaram mais de 160 mortos no Nepal e no Tibete, em agosto, reforçam a necessidade de planos de contingência bem estruturados.
Alerta de tsunami e protocolos de emergência
Logo depois do tremor principal, as autoridades emitiram um alerta por risco de tsunami para a costa do Pacífico. O aviso alcançou países vizinhos, que monitoraram o nível do mar nas horas seguintes. No entanto, sem ondas significativas, o alerta acabou retirado.
Esse tipo de comunicação é padrão em tremores perto do litoral. Como o epicentro ficou em terra, no sul do Panamá, o risco real de tsunami era menor. Ainda assim, as autoridades mantêm a cautela como protocolo até que a ameaça esteja descartada.
Canal do Panamá e a economia do país
O Canal do Panamá é uma das rotas comerciais mais importantes do mundo. A via liga os oceanos Atlântico e Pacífico e responde por parte relevante da renda do país. Por isso, a informação de que a hidrovia segue operando funcionou como um alívio para o comércio internacional.
O incêndio no porto de Colón, cidade próxima à entrada caribenha do canal, acendeu o alerta. Até a última atualização, não havia indicação de impacto no tráfego de navios.
Autoridades avaliam danos nas áreas mais atingidas
Equipes de emergência foram mobilizadas para as províncias do sul, onde os estragos se concentraram. As aulas ficaram suspensas na região. O aeroporto da Cidade do Panamá, por sua vez, foi fechado por precaução e a situação seguia em avaliação.
A ausência de vítimas confirmadas até o momento anima, mas a checagem costuma levar horas em áreas rurais de difícil acesso. Como resultado, o balanço oficial pode mudar nas próximas atualizações.
Réplicas devem seguir nos próximos dias
Depois de um terremoto forte, o solo tende a se acomodar com novos abalos menores. Só no primeiro dia, o Panamá registrou ao menos seis réplicas, além de um segundo tremor de magnitude 6,6 no oeste do país. Esse padrão é comum e costuma se estender por dias.
Para quem vive em regiões sísmicas, a recomendação é manter a calma, evitar estruturas danificadas e acompanhar os avisos oficiais. As autoridades locais são o canal mais confiável para saber quando é seguro voltar para casa.
Com informações do g1 e do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
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