PepsiCo cortes de custos: margens caem e ações recuam
A PepsiCo anunciou novos cortes de custos para compensar a queda das margens e a fraca demanda por seus salgadinhos e bebidas. O alerta foi feito na quinta-feira (8) e as ações da empresa recuaram ao menor nível em seis anos.
A companhia, dona de marcas como Lay’s, Doritos e Pepsi, informou que o crescimento e a recuperação das margens no principal mercado, a América do Norte, estão demorando mais do que o previsto.
PepsiCo cortes de custos buscam compensar demanda fraca
Por causa dos altos custos dos insumos, da inflação sobre a demanda e da concorrência dos medicamentos para perda de peso, a empresa busca uma economia recorde com ganhos de produtividade.
Os remédios da classe GLP-1, usados no tratamento da obesidade e do diabetes, mudaram o hábito de consumo de milhões de pessoas. Como resultado, a procura por snacks e bebidas açucaradas perde força nos Estados Unidos.
A receita da PepsiCo no terceiro trimestre superou as expectativas do mercado. A empresa ajustou a projeção de crescimento orgânico da receita para 2026 para cerca de 3%, ante a estimativa anterior de 2% a 4%.
Margens sob pressão na América do Norte
Apesar da receita maior, a margem operacional básica da PepsiCo caiu 35 pontos-base no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano, a queda foi de 25 pontos-base, e a margem ficou em 16,5% da receita.
“Esperamos que o desempenho da margem operacional básica na América do Norte continue sob pressão durante o quarto trimestre”, afirmou o diretor financeiro, Steve Schmitt.
Segundo a empresa, a melhora do crescimento e da margem operacional básica na América do Norte está levando mais tempo do que o planejado.
Pressão da investidora ativista Elliott
O esforço de recuperação começou depois que a investidora ativista Elliott Investment Management adquiriu uma participação de cerca de US$ 4 bilhões, o equivalente a R$ 19,92 bilhões, há um ano.
Desde então, a PepsiCo prometeu reorganizar operações e cortar despesas. Além disso, a companhia revisou metas e reforçou o foco em produtividade para proteger a rentabilidade.
O mercado acompanha com atenção os próximos passos da empresa. A reação das ações mostra que os investidores querem resultados mais rápidos na recuperação das margens.
O que esperar daqui para frente
A PepsiCo deve detalhar os novos cortes de custos nos próximos balanços. Assim, o desempenho no quarto trimestre será decisivo para medir o efeito das medidas.
A concorrência com medicamentos para emagrecer e a inflação seguem como desafios. No entanto, a empresa aposta em produtividade e em um portfólio mais enxuto para voltar a crescer com margens melhores.
No Brasil, a companhia opera com marcas fortes no mercado de alimentos e bebidas. Por isso, movimentos globais de corte de custos costumam repercutir na estratégia local da empresa.
Com informações de Forbes Brasil.
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