Ayres Rocha, âncora histórico, morre aos 62 anos
O telejornalismo acreano perdeu nesta quarta-feira um de seus rostos mais conhecidos. O jornalista Ayres Rocha morreu aos 62 anos, em Rio Branco, e a família confirmou a notícia por meio das redes sociais. A irmã dele, Elaina Rocha, comunicou a morte em uma publicação marcada por mensagens de fé.
Ayres Rocha dedicou mais de três décadas à televisão no Acre. O nome dele ficou ligado ao Jornal do Acre 2ª Edição, o JAC2, da Rede Amazônica, afiliada da TV Globo no estado.
Ayres Rocha trocou o banco pela televisão em 1989
A entrada de Ayres Rocha na televisão aconteceu em 1989, quando ele ainda trabalhava como bancário. A oportunidade surgiu de forma inesperada, depois que ele substituiu um apresentador de programa esportivo na então TV Acre.
A experiência abriu as portas para uma carreira que o transformaria em uma das principais referências da comunicação no estado. Com o passar dos anos, o jornalista ampliou a atuação dentro da emissora e passou a acumular funções na área de jornalismo.
Trinta anos à frente do JAC2
Em 1995, Ayres Rocha assumiu a apresentação do JAC2. Ele permaneceu à frente do noticiário por 30 anos e se tornou presença habitual na rotina dos telespectadores acreanos.
Durante esse período, também participou de outras edições dos telejornais da emissora. Acompanhou acontecimentos importantes para o Acre e levou informação à população em momentos decisivos para o estado.
A relação com o público era próxima. Para boa parte dos moradores de Rio Branco, o rosto de Ayres Rocha se confundia com o próprio noticiário local, exibido no fim da noite.
O que o JAC2 representava para o Acre
O JAC2 ocupa a faixa noturna da programação local e leva ao ar os principais fatos do dia no estado. O telejornal mistura pauta de segurança pública, política, serviços e cobertura de municípios do interior.
Em estados grandes e com muitas cidades distantes da capital, o noticiário regional funciona como principal fonte de informação. Portanto, âncoras com longa permanência no ar passam a ser reconhecidos como referência de credibilidade.
Participação especial no Jornal Nacional em 2019
O trabalho de Ayres Rocha ultrapassou as fronteiras do Acre. Em 2019, ele participou de uma edição especial do Jornal Nacional, preparada para celebrar os 50 anos do telejornal.
Na ocasião, ele dividiu a bancada com Jéssica Senra, representante da Bahia. A iniciativa reuniu profissionais de diferentes afiliadas da emissora espalhadas pelo país.
A participação destacou o papel do jornalismo regional em uma das principais vitrines da televisão brasileira. Além disso, aproximou o público nacional da rotina de quem informa fora dos grandes centros.
O peso do jornalismo regional na TV aberta
As afiliadas da Globo respondem por boa parte da programação local em cada estado. Elas produzem telejornais próprios e cobrem pautas que não chegam à rede nacional.
Nesse arranjo, o âncora local ganha um papel que vai além da leitura de notícias. Ele vira uma espécie de testemunha da história da cidade e do estado, ano após ano.
Despedida mobiliza familiares e colegas
A notícia da morte de Ayres Rocha mobilizou familiares no Acre. Nesta quarta-feira, a irmã do jornalista compartilhou uma mensagem de despedida e pediu orações.
Colegas de emissoras locais também se manifestaram. Como resultado, a despedida reuniu homenagens de profissionais que acompanharam a trajetória dele desde os anos 1990.
O velório e o enterro devem ocorrer em Rio Branco, em local e horário ainda não informados pela família.
Homenagens nas redes sociais
Assim que a morte foi confirmada, seguidores e colegas de profissão usaram as redes para relembrar a trajetória do jornalista. Muitos destacaram o tom tranquilo das apresentações e a proximidade com o público acreano.
Entre as mensagens, apareceram relatos de telespectadores que acompanhavam o JAC2 havia décadas. Para eles, Ayres Rocha virou parte da rotina da casa, no fim da noite.
Quem foi Ayres Rocha na TV do Norte
A carreira dele se formou num período de expansão da televisão na região Norte. Naquele momento, as afiliadas ganhavam espaço e montavam equipes próprias de jornalismo.
Profissionais formados nesse contexto passaram a produzir a maior parte da cobertura local. Como resultado, a informação chegava ao público sem depender apenas da rede nacional.
Ao longo de mais de 30 anos, Ayres Rocha acompanhou mudanças na economia, na política e na segurança pública do Acre. Cada uma dessas coberturas ajudou a construir a memória recente do estado.
Outro nome da televisão que o público se despediu recentemente foi o ator Edson Silva, que morreu aos 95 anos.
Com informações do Contigo.
RedeBrasil



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