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Roaming entre operadoras: celular terá sinal nas estradas

Roaming entre operadoras: celular terá sinal nas estradas

Roaming entre operadoras: celular terá sinal nas estradas

O governo federal anunciou um plano para ampliar a cobertura de celular nas rodovias brasileiras. A principal medida é tornar obrigatório o roaming entre operadoras: quando a rede da empresa do cliente não estiver disponível, o aparelho poderá usar o sinal de outra companhia naquele trecho.

A proposta quer ampliar a cobertura das rodovias federais de 27,2 mil para 57,1 mil quilômetros até 2030. Cerca de 13 mil quilômetros poderão ser atendidos apenas com o compartilhamento de redes, segundo o governo.

Como funciona o roaming entre operadoras nas rodovias

O roaming permite que o celular use a rede de uma operadora parceira sem que o cliente troque de número ou de plano. A Anatel prevê que o aparelho se conecte automaticamente à rede disponível, inclusive em trechos em que a operadora do usuário não tenha cobertura própria.

A mudança pode ajudar em chamadas, no acesso a mapas e na comunicação de acidentes ou interdições. O sinal, no entanto, continua sujeito às condições do plano contratado.

A agência prevê que o cliente seja cobrado conforme as regras de sua própria operadora. Muitos planos já incluem roaming nacional sem custo adicional, mas as condições variam entre as empresas.

Cobertura deve subir de 27,2 mil para 57,1 mil km

O plano também prevê ampliar o sinal em rodovias estaduais. Entre as vias citadas estão a BR-101, a BR-230 e a BR-232.

O governo espera concentrar parte da expansão em 2027, com prioridade para estradas de maior tráfego e trechos com mais acidentes. Como resultado, a cobertura deve crescer primeiro onde o movimento de veículos é maior.

Por que o sinal falha nas estradas

A cobertura móvel acompanha a densidade de população e de tráfego. Por isso, as áreas urbanas concentram mais antenas, enquanto trechos longos de rodovia ficam com sinal fraco ou sem sinal.

Chamadas de emergência, como 190 e 192, funcionam em qualquer rede disponível no local, mesmo que o cliente não tenha sinal da própria operadora. Ainda assim, o recurso depende de alguma antena alcançar o aparelho.

Compartilhamento só funciona onde há sinal

O compartilhamento depende de pelo menos uma operadora ter sinal na região. Em trechos sem cobertura de nenhuma empresa, será necessário instalar antenas e outros equipamentos.

O plano prevê combinar o roaming com novas estruturas e com investimentos já associados a contratos de concessão e obrigações regulatórias do setor.

Anatel e ANTT ainda precisam regulamentar

O anúncio não significa que o serviço já esteja disponível em todas as estradas. A Anatel ainda precisa concluir a revisão das regras de roaming para rodovias, e a ANTT deve regulamentar a implantação da infraestrutura nas estradas federais concedidas.

Depois da publicação do regulamento, as concessionárias terão 180 dias para apresentar planos de conectividade, com metas por trecho, cronograma e previsão de investimentos. Esse prazo vale para a entrega dos planos, não para a conclusão da instalação da rede.

As rodovias federais concedidas já respondem a contratos com metas de serviço. O novo regulamento deve incluir a conectividade entre essas obrigações, com prazos definidos em contrato.

O que muda para quem viaja

Com o roaming entre operadoras, motoristas devem conseguir usar mapas, aplicativos de mensagem e serviços de pedágio eletrônico em mais trechos de rodovia. O ganho tende a ser maior nas estradas federais concedidas.

Como será a fiscalização

A fiscalização do compartilhamento de redes deve ficar com a Anatel, que acompanha indicadores de qualidade das operadoras. Os dados vêm de medições próprias e de reclamações registradas pelos usuários.

Quem não tem sinal pode reclamar primeiro à própria operadora e, depois, registrar queixa na Anatel. O histórico de reclamações costuma orientar a atuação da agência.

Cobertura rural e estradas vicinais

O plano cita rodovias federais e estaduais, mas não detalha estradas vicinais. Nessas vias, onde faltam torres e energia elétrica, o compartilhamento tem pouco efeito prático, porque nenhuma operadora tem sinal para ceder.

O que esperar daqui para frente

A Anatel já está no centro de outra discussão ligada à telefonia. O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, deu 48 horas para a agência explicar falhas no acesso gratuito ao e-Título e aos sistemas da Justiça Eleitoral no primeiro turno.

Para o setor de telecomunicações, o compartilhamento de redes nas estradas reduz custos e acelera a cobertura. Portanto, a próxima etapa depende das regras que Anatel e ANTT vão publicar.

Para o cliente, a mudança prática só deve aparecer quando o regulamento estiver publicado e os planos de conectividade forem entregues.

Com informações de VEJA

RedeBrasil

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