Tifanny liberada e Osasco vence na estreia da Superliga
A CBV confirmou nesta segunda-feira (19/10) que Tifanny está liberada para atuar na Superliga Feminina 2026/27. Horas depois, o Osasco São Cristóvão Saúde mostrou em quadra por que a oposta era tão esperada. Fora de casa, o time paulista venceu o Brasília por 3 sets a 0, com parciais de 26-24, 25-23 e 25-11.
A autorização é provisória. A Confederação Brasileira de Voleibol informou que a liminar concedida pela 44ª Vara Cível do Rio de Janeiro segue valendo. O julgamento definitivo ficou para a Justiça Desportiva, na próxima sexta-feira (23/10), às 10h30.
Osasco sofre nos dois primeiros sets e domina o terceiro
O Brasília dificultou a vida do Osasco nas duas parciais iniciais. No primeiro set, a equipe do Distrito Federal teve set point em 24 a 23, mas desperdiçou a chance. O Osasco reagiu, marcou três pontos seguidos e fechou em 26 a 24.
No segundo set, o time paulista abriu quatro pontos de vantagem e permitiu a reação das donas da casa, que empataram em 22 a 22. O Osasco melhorou o sistema defensivo e só se firmou na reta final, com 25 a 23.
O terceiro set foi outro jogo. O Osasco abriu 9 a 2 e controlou a parcial sem sustos. Na metade do set, a ponteira Manu, do Brasília, sentiu a panturrilha direita em um rali e precisou ser substituída. O time visitante aproveitou a superioridade técnica e confirmou o 25 a 11.
A ponteira italiana Anastasia foi a maior pontuadora, com 16 pontos, sendo 13 de ataque, 2 de bloqueio e 1 de saque. Ela levou o troféu Viva Vôlei. Lorrayna anotou 12 acertos, Mari Brambilla 10, Lays 7, Mayhara 3 e Larissa 2. Pelo Brasília, a oposta Gabi Carneiro somou 11 pontos.
Uma semana de títulos antes da estreia
O Osasco chegou à Superliga embalado por dois troféus em poucos dias. Na terça-feira anterior, o time venceu o Campeonato Paulista sobre o Sesi Bauru. Na sexta-feira (16/10), conquistou a Supercopa Feminina ao bater o Dentil Praia Clube, em São Luís, no Maranhão, no primeiro título nacional da temporada 2026/2027.
O elenco, porém, passou por reformulação. Boa parte das atletas se juntou ao clube ao longo da pré-temporada e do Campeonato Paulista. O técnico Luizomar de Moura valorizou a sequência de finais no início do calendário e disse que o momento ajuda a preparar um grupo em reconstrução.
Na véspera da Supercopa, Luizomar já havia destacado o peso da decisão logo no começo do calendário. “A Supercopa é uma disputa importante, especialmente porque nos coloca em um ambiente de final logo no início da temporada”, analisou o treinador.
A maratona cobrou preço. Foram 18 sets disputados em sete dias, entre os playoffs estaduais, a decisão do Paulista e a Supercopa. Foi por isso que Luizomar escalou uma formação alternativa em Brasília e deixou Tifanny no banco no início da partida.
Liberação provisória e julgamento marcado para sexta
Tifanny começou a partida no banco de reservas. A ponteira Mari Brambilla iniciou entre as titulares e a oposta entrou no segundo set, ovacionada pela torcida. Nas decisões do Campeonato Paulista e da Supercopa Feminina, ela havia sido a escolha de Luizomar para a posição.
O desfecho jurídico segue em aberto. A Justiça Desportiva adiou para sexta-feira o julgamento do Mandado de Garantia nº 002/2026, que estava previsto para esta segunda. Segundo a CBV, os advogados da atleta apresentaram grande quantidade de documentos, e o Osasco pediu inclusão no processo como terceiro interessado poucas horas antes da sessão. Os dois fatores motivaram o adiamento.
A 44ª Vara Cível do Rio rejeitou a alegação de que a confederação teria descumprido a liminar. Os advogados de Tifanny pediram o aumento da multa contra a CBV, e o pedido foi negado. “A multa foi fixada para cada partida em que a autora fosse impedida de atuar em razão do descumprimento. Não há notícia de partida nessa situação”, afirmou o juízo.
A entidade informou que pretende recorrer para tentar reverter a decisão judicial. “A CBV segue buscando a reversão da decisão por meio dos recursos e outras medidas cabíveis”, divulgou a confederação, que também repudiou qualquer manifestação discriminatória.
O que esperar da sequência do Osasco
A rodada de abertura da Superliga começou no sábado (17), quando o Gerdau Minas venceu o Brusque em tie-break, por 3 sets a 2, na Arena UniBH, em Belo Horizonte. A central Thaisa foi eleita a melhor em quadra, com 16 pontos, e alcançou o 1500º bloqueio da história da competição.
A próxima rodada leva o Osasco a Belo Horizonte. No sábado (24/10), às 16h, o time enfrenta o Batavo Mackenzie, com transmissão do sportv2. O Brasília volta a jogar em casa na quinta-feira (23/10), às 18h30, contra o Sesc RJ Flamengo.
Enquanto o calendário avança, Tifanny segue com condição de jogo garantida por decisão judicial. A resposta definitiva sai na sexta-feira, quando a Justiça Desportiva analisar o mandado. Até lá, o Osasco mantém a oposta à disposição para a segunda rodada.
Com informações de Web Vôlei
RedeBrasil



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