Wild busca final e top 100 na semi do Sauípe Open
Thiago Wild enfrenta o argentino Facundo Díaz Acosta neste sábado, por volta das 16h30 no horário de Brasília, pela semifinal do Costa do Sauípe Open, ATP Challenger 125 disputado no saibro da Bahia. O duelo vale vaga na final e também o retorno do brasileiro ao top 100 do ranking da ATP. A partida terá transmissão da ESPN 3, do Disney+, do aplicativo da ATP e da Challenger TV.
Thiago Wild comemora a vaga na semifinal do Challenger 125 da Costa do Sauípe (Foto: Reprodução / Tenis News)
Como Wild chegou à semifinal
O paranaense passou por um duelo totalmente brasileiro nas quartas de final. Ele derrotou João Lucas Reis da Silva, 177º do ranking, com as parciais de 7/6(4) e 6/2, em 1h39 de partida. O resultado deixou o ex-top 60 a uma vitória de carimbar a volta ao grupo dos 100 melhores do mundo.
Número 109 do ranking na última atualização, Wild já está garantido pelo menos na 102ª posição na próxima lista. Com a vaga na decisão do torneio baiano, ele entraria direto entre os 100 primeiros. O brasileiro vinha de uma sequência consistente no saibro sul-americano e busca a primeira final de Challenger da temporada.
O que diz o adversário
Cabeça de chave 1 do torneio, Díaz Acosta é o principal favorito ao título. O argentino, 71º do mundo, bateu o italiano Marco Cecchinato com um duplo 6/4 nas quartas de final. Ele confirmou que o Sauípe Open é seu último torneio da temporada e admitiu o cansaço acumulado no ano.
“Muito feliz e contente com esta temporada, mas também muito cansado. Fui o jogador que mais jogou nesta temporada. Isto é bom, mas também tem o desgaste. Este é o meu último torneio do ano e alcançar a semifinal é muito bom”, afirmou o argentino.
Wild também falou sobre o confronto e destacou o conhecimento que tem do rival. “Nos conhecemos muito bem, já jogamos várias vezes. Ele está tendo um ano muito bom, assim como eu, e é ir jogo a jogo. Na fase final do torneio tudo muda, valem muitos pontos, melhor colocação, mas temos que encarar como mais um jogo”, disse o brasileiro.
Histórico e o que está em jogo
Os dois tenistas já se enfrentaram cinco vezes, com três vitórias de Wild. O último encontro aconteceu em Buenos Aires, no ano passado, e terminou com vitória do brasileiro. Apesar do retrospecto favorável, o argentino chega como favorito por ser o cabeça de chave 1 e por ocupar melhor posição no ranking.
Para Wild, o duelo também vale a consolidação da reta final de temporada, que já tinha rendido a vitória sobre Felipe Meligeni na estreia do torneio e a classificação em duelo nacional com Reis nas quartas. O saibro baiano tem sido o palco da recuperação do paranaense, que não defendia uma semifinal de challenger desde o início do segundo semestre.
Outros brasileiros no sábado
O dia também tem brasileiros em decisão fora da Bahia. Laura Pigossi e a argentina María Lourdes Carlé disputam a final de duplas do WTA 125 de Cali, na Colômbia. Nos Estados Unidos, Joaquim Almeida e Leonardo Vega jogam a final de duplas do M15 de Hilton Head Island. No Masters 1000 de Paris, Carlos Alcaraz e Casper Ruud duelam por vaga na decisão neste sábado.
O tamanho do torneio na Bahia
O Costa do Sauípe Open distribui US$ 225 mil em premiação e é um dos últimos challengers 125 da temporada na América do Sul. Wild disputou a chave como cabeça de chave 4, o que garantiu cruzamentos mais favoráveis até a semifinal, e aproveitou a reta final do calendário para somar pontos no saibro.
Enquanto o saibro baiano decide seu finalista, o Masters 1000 de Paris define neste sábado as duas vagas na final. Carlos Alcaraz salvou dois match-points e virou sobre Taylor Fritz por 6/7(10) 7/5 6/4 nas quartas de final, alcançando uma semifinal inédita no torneio. Do outro lado da chave, o francês Van Assche e o americano Ben Shelton também duelam por vaga na decisão.
Fora das quadras, o francês Gael Monfils foi anunciado como novo capitão da França na Copa Davis, dias depois de anunciar a aposentadoria. Ele sucede Paul-Henri Mathieu no principal evento por países do tênis masculino.
O que esperar da semifinal
A partida deve ser decidida nos detalhes, em um saibro que favorece rallies longos e exige paciência. Wild precisa repetir o primeiro set da estreia, quando jogou acima do nível do adversário, e evitar as oscilações que marcaram parte da campanha. Díaz Acosta busca encerrar a temporada com um título depois de uma sequência desgastante de torneios.
Ao contrário do argentino, que encerra o ano depois do Sauípe Open, Wild ainda tem calendário pela frente. O retorno ao top 100 mudaria o planejamento de 2027, com entrada direta em chaves principais e melhor posicionamento nos sorteios dos torneios do circuito.
Com informações do Tenis News e do TenisBrasil
RedeBrasil



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