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São Paulo prepara saída definitiva dos pivôs de escândalo do camarote

São Paulo prepara saída definitiva dos pivôs de escândalo do camarote

São Paulo prepara saída definitiva dos pivôs de escândalo do camarote

Os protagonistas do escândalo envolvendo a venda irregular de camarotes no estádio Morumbi, Mara Casares, ex-cônjuge do ex-presidente Julio Casares, e Douglas Schwartzmann, diretor adjunto da base do São Paulo, serão removidos permanentemente de seus cargos no clube.

Ambos se afastaram de suas funções após a revelação do caso pelo portal ge. No entanto, segundo o novo presidente do clube, Harry Massis, eles não retornarão ao São Paulo de forma definitiva.

Massis oficializará a saída nos próximos dias, conforme informado nesta sexta-feira (23).

O São Paulo se declara vítima e promete colaborar com a investigação do ocorrido. O presidente afirmou: “Forneceremos todas as informações solicitadas”.

Harry Massis no CT da Barra Funda nesta sexta (23) • Foto: Ludmila Candal / CNN

Desdobramentos Legais

Na quarta-feira passada (21), agentes da Polícia Civil realizaram buscas em endereços residenciais dos investigados. Segundo o Ministério Público, documentos apreendidos confirmam que o esquema operou por um período mais extenso do que se imaginava.

Escândalo Revelado

Conforme áudios obtidos pelo “ge”, o camarote 3A, denominado internamente como “sala presidencial”, teria sido repassado a uma intermediária, Rita de Cassia Adriana Prado, para fins comerciais durante o show da cantora Shakira em fevereiro.

Esse evento desencadeou o início do processo de impeachment de Julio Casares.

Os ingressos chegaram a ser comercializados por até R$ 2,1 mil, gerando um lucro estimado em R$ 132 mil somente nessa ocasião no estádio do São Paulo.

A situação assumiu contornos jurídicos após Adriana entrar com uma ação na 3ª Vara Cível de São Paulo contra Carolina Lima Cassemiro, da Cassemiro Eventos Ltda.

Adriana alega que Carolina reteve, sem autorização, um envelope contendo 60 ingressos do camarote no dia do evento, após um pagamento parcial acordado. O incidente também foi registrado em boletim de ocorrência.

Em um dos áudios, Schwartzmann expressa preocupação com as implicações legais do processo e menciona a possível revelação do esquema às autoridades.

Em várias ocasiões, ele pressiona Adriana a retirar a ação, alertando para os danos à reputação de Mara Casares, Julio Casares e do superintendente Marcio Carlomagno, responsável pela autorização da cessão do camarote.

Em determinado momento, o dirigente admite que se beneficiou com a transferência dos camarotes.

Mara Casares, por sua vez, solicita em gravação que Adriana encerre o processo para evitar prejuízos em sua trajetória no São Paulo Futebol Clube. A diretora menciona planos futuros na equipe e argumenta que seria a mais prejudicada caso o caso avançasse legalmente.

No processo, Adriana afirma que Carolina retirou, sem autorização, um envelope contendo os 60 ingressos do camarote 3A do Morumbi em 13 de fevereiro. Ela relata que Carolina adquiriu os ingressos por R$ 132 mil, mas somente R$ 100 mil foram pagos.

Adriana registrou um Boletim de Ocorrência na 34ª Delegacia de Polícia em São Paulo, sendo pressionada pelos demais envolvidos. As gravações de um telefone foram acessadas pelo “ge”.

* Com informações de Rafael Saldanha, da CNN Brasil

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