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Petróleo sobe no dia e na semana com tensões geopolíticas

Petróleo sobe no dia e na semana com tensões geopolíticas

Petróleo sobe no dia e na semana com tensões geopolíticas

O mercado de petróleo registrou aumento tanto no dia de hoje quanto ao longo da semana, impulsionado por tensões geopolíticas em diferentes regiões do mundo.

O fechamento em alta desta sexta-feira (23/1) foi motivado por informações conflitantes entre Estados Unidos e Europa sobre um possível acordo envolvendo a Groenlândia, somadas às crescentes tensões no Oriente Médio.

O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou estar observando de perto a situação no Irã, gerando preocupações em relação a Teerã. Além disso, a fraqueza do dólar no cenário internacional contribuiu para impulsionar a commodity.

O preço do petróleo tipo Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), teve um acréscimo de 2,84% (equivalente a US$ 1,82), chegando a US$ 65,88 por barril. Enquanto isso, o petróleo WTI para março, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), encerrou o dia com uma valorização de 2,88% (US$ 1,71), alcançando o valor de US$ 61,07 por barril. Na semana, os aumentos foram de 2,73% e 2,74%, respectivamente.

A retórica mais incisiva de Trump em relação ao Irã, com ameaças de escassez de dólares ao Iraque por seu apoio às milícias persas, conforme reportagem do Financial Times, trouxe mais pressão ao mercado.

As declarações recentes do presidente americano indicam um acompanhamento próximo da situação em Teerã, levando em consideração a possibilidade de um ataque, porém expressando preferência por uma resolução pacífica.

Fatores como o clima extremamente frio previsto para parte dos Estados Unidos no fim de semana e a expectativa de retomada das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia têm mantido os preços do petróleo em alta, apesar da oferta global abundante.

Segundo informações do Commerzbank, a produção de petróleo no maior campo petrolífero do Casaquistão permanece interrompida. O banco alemão não prevê, no entanto, uma estabilização do preço do barril do Brent em US$ 65 a longo prazo, devido à pressão futura proveniente do lado da oferta.

No cenário envolvendo a Groenlândia, as divergentes narrativas entre Estados Unidos e Europa têm gerado incerteza entre os investidores. A ministra de Negócios, Comércio e Recursos Minerais da ilha, Naaja Nathanielsen, mencionou que as negociações retornaram ao ponto de uma semana atrás.

Por Thais Porsch, com informações da Dow Jones Newswires.