Toffoli diz a colegas que não abre mão do caso Master – Meio
Título: Toffoli reafirma condução do caso Master, apesar das críticas
Apesar das críticas recebidas por sua atuação no processo das fraudes no Banco Master, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli reiterou sua decisão de permanecer como relator do caso, recusando-se a devolvê-lo para instâncias inferiores. Segundo Daniela Lima, Toffoli afirmou a seus colegas que está disposto a enfrentar as críticas e seguir conduzindo o caso de forma regular e tranquila. Ele também elogiou a decisão do procurador-geral da República, Paulo Gonet, de arquivar um pedido de afastamento da relatoria, destacando que isso reforça a legalidade de sua atuação. (UOL)
O presidente do STF, Edson Fachin, em comunicado, defendeu a atuação da Corte e do ministro, destacando a importância da supervisão judicial realizada por Toffoli no caso Master. Desde que o processo foi encaminhado ao STF, Toffoli tem sido alvo de críticas, principalmente por decretar sigilo total, lacrar provas e questionar a atuação da Polícia Federal. As revelações sobre atividades comerciais de seus irmãos ligadas a um resort associado a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, aumentaram as dúvidas sobre a conduta do ministro. Fachin reiterou a autoridade de Toffoli durante o recesso e afirmou que eventuais questionamentos serão analisados posteriormente pelo colegiado. (g1)
Funcionários designados para auxiliar ministros do STF permaneceram em Ribeirão Claro (PR), onde está localizado o resort Tayayá, ligado ao ministro Dias Toffoli, por mais de 150 dias. Desde dezembro de 2022, foram gastos mais de R$ 454 mil em diárias para esses agentes. Registros do TRT-2 indicam deslocamentos frequentes de equipes de segurança para a cidade, alegando apoio e transporte a uma autoridade do Supremo, sem identificar o ministro atendido. Viagens ocorreram em períodos de férias, recesso do Judiciário, Carnaval, julho e fim de ano, com agentes presentes também durante o Ano-Novo, reforçando a presença de Toffoli no resort. (Folha)
A defesa de Daniel Vorcaro negou qualquer negociação em andamento para delação premiada. Após a saída do advogado Walfrido Warde do caso, especulações sobre uma possível colaboração surgiram, já que Warde, conhecido por ser contrário a esse tipo de acordo, deixou a defesa supostamente por discordâncias estratégicas. A equipe jurídica atual assegura que não há tratativas com a Polícia Federal e que manterá a abordagem técnica na defesa. (CNN Brasil)
Embora não haja delação, os depoimentos de Vorcaro têm causado agitação no meio político. Segundo Aguirre Talento, do Estadão, o dono do Banco Master afirmou à PF que discutiu a venda do banco com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), diretamente. Rocha confirmou ter visitado a casa do banqueiro uma vez, mas negou ter tratado do negócio. “Estive lá em um almoço, o conheci. Entrei mudo e saí calado”, disse o governador. (Estadão)



