Delegado bolsonarista de SC fatura e adota cão que sobreviveu a ataque
Título: Delegado apoiador de Jair Bolsonaro em Santa Catarina adota cão sobrevivente de ataque
O chefe geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, fez a adoção de um cachorro que resistiu a uma tentativa de afogamento na Praia Brava, localizada no Litoral Norte do estado. O cão, um vira-lata de cor caramelo, teria sido levado para o mar por um grupo de jovens suspeitos de praticar crueldade contra animais.
O animal conseguiu escapar da agressão, foi encontrado posteriormente e, após ser examinado, foi constatado que estava em boas condições de saúde. Ele foi adotado pelo apoiador de Bolsonaro na quarta-feira passada (20) e recebeu o nome de Caramelo.
Os mesmos jovens são suspeitos de estarem envolvidos na morte do cão comunitário conhecido como Orelha, que foi brutalmente espancado com golpes de pau. O caso veio à tona em 16 de janeiro, quando os moradores reportaram o desaparecimento do animal.
Dias depois, uma pessoa que cuidava de Orelha o encontrou caído e em estado crítico durante um passeio. O cão foi levado a uma clínica veterinária, porém, devido à gravidade dos ferimentos, teve que ser submetido à eutanásia. A situação permanece em fase de investigação.
Em meio à repercussão do caso envolvendo Orelha, Ulisses Gabriel compartilhou várias fotos em sua conta do Instagram ao lado do vira-lata Caramelo.
Suspeita de coação
Além dos maus-tratos, a Polícia Civil identificou três adultos suspeitos de praticarem atos de coação durante o processo de investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha.
Os investigados são parentes dos quatro jovens apontados como responsáveis pelos atos infracionais de crueldade contra o animal. Os nomes não foram divulgados.
“A Justiça será feita independentemente dos autores dessa ação criminosa, triste e lamentável, contra esses animais”, afirmou o delegado.


