Quem é Tom Homan, o “czar da fronteira” enviado por Trump a Minnesota?
O encarregado da fronteira designado pela Casa Branca, enviado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Minneapolis após o assassinato de dois cidadãos americanos, é um veterano no campo da segurança pública que endossou algumas das políticas controversas da administração atual em relação à imigração.
O indivíduo de 64 anos acumula décadas de experiência na área de segurança pública, tendo começado sua carreira como policial em Nova York antes de se tornar agente da Patrulha da Fronteira na Califórnia em 1984.
Homan também supervisionou as operações de deportação do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) durante a gestão Obama.
Apoiador de medidas contra imigração
Como diretor interino do ICE durante o primeiro mandato de Trump, Homan se destacou como o rosto público e o mais fervoroso defensor de algumas das políticas de imigração mais polêmicas do governo, como a separação de crianças e suas famílias na fronteira.
Em um evento público em setembro de 2017, Homan declarou que sua agência detiveria imigrantes sem documentos que se apresentassem para cuidar das crianças, algo que administrações anteriores haviam evitado.
Ele também se manifestou veementemente contra as políticas de “cidades-santuário”, que limitam a colaboração das forças policiais locais com as iniciativas federais de imigração.
Desde que assumiu sua posição atual, Homan tem sido alvo de críticas.
O jornal americano The New York Times reportou que ele foi gravado por agentes disfarçados do FBI em 2024 recebendo uma sacola contendo US$ 50 mil (aprox. R$ 260 mil) em dinheiro, em uma investigação que o Departamento de Justiça de Trump posteriormente encerrou.
Homan, por sua vez, negou ter aceitado a quantia.
O Departamento de Justiça encerrou a investigação após o início do segundo mandato de Trump, no ano passado, devido a dúvidas sobre a capacidade dos promotores de provar que Homan concordou com um ato específico em troca do dinheiro e porque ele não ocupava um cargo no governo na época.
Em seguida, a Casa Branca rotulou a investigação contra Homan como “flagrantemente política”.


