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Castro põe servidor concursado no comando do Rioprevidência após fundo entrar na mira da PF

Castro põe servidor concursado no comando do Rioprevidência após fundo entrar na mira da PF

Castro põe servidor concursado no comando do Rioprevidência após fundo entrar na mira da PF

Título: Castro designa funcionário concursado para liderar o Rioprevidência após fundo ser alvo da PF

Rioprevidência (Divulgação/Governo do Rio/.) Continua após publicidade

Uma semana após a operação da Polícia Federal que realizou buscas no Rioprevidência, fundo de aposentadorias dos servidores do estado do Rio, por suspeitas de irregularidades em investimentos no Banco Master, o governador Cáudio Castro (PL) substituiu a diretoria de administração e finanças, setor responsável por decidir sobre a aplicação dos recursos.

Alcione Soares Menezes Filho, que ocupava o cargo desde março de 2024, foi destituído e substituído por Nicholas Ribeiro da Costa Cardoso, funcionário concursado que já atuou interinamente em outras diretorias da autarquia. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado em 28 de setembro.

Na semana anterior, o presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, renunciou após ser alvo de buscas da Polícia Federal. Desde então, Alcione assumia temporariamente a presidência da instituição. Com a mudança, Nicholas Cardoso assume a liderança do fundo.

O governador também nomeou Gilson Feliz da Silva para a diretoria de investimentos no lugar de Eucherio Lerner Rodrigues, outro alvo da operação da PF, que já havia deixado o cargo.

O fundo de aposentadorias estava sob a gestão de Deivis desde 2023. Durante sua gestão, foram aplicados R$ 970 milhões em letras financeiras do Banco Master. Conforme a PF, essas transações “expostas o patrimônio da autarquia a riscos elevados e incompatíveis com sua finalidade”. O Rioprevidência defende que todos os investimentos foram feitos “rigorosamente conforme a legislação em vigor e as normas dos órgãos de controle”.

As investigações tiveram início em novembro, a partir de uma auditoria do Ministério da Previdência Social, que identificou o crescimento atípico dos investimentos do Rioprevidência no banco de Daniel Vorcaro. A fiscalização apontou uma alteração no padrão de investimentos. Segundo o ministério, essa movimentação foi analisada por métricas de risco e avaliação do comportamento de mercado.

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