Marina Silva diz que conversa com PT sobre disputa ao Senado por São Paulo
A ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou ter dialogado com o presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, e ter recebido abordagens de outras legendas interessadas em lançá-la como candidata ao Senado por São Paulo nas eleições deste ano.
De acordo com Marina, as conversas estão em estágio inicial e ainda não houve definição quanto a uma eventual filiação partidária ou candidatura. Ela revelou estar sendo sondada por diversas siglas e que está avaliando a situação com cautela.
“Estou em diálogo com o PT, tive uma primeira conversa muito positiva com Edinho. Já conversei com a presidente do PSOL, Paula Coradi, e recebi solicitações de diálogo do PSB, PV e de outros partidos. Estamos analisando a situação”, disse em entrevista à RedeTV!, nesta quinta-feira, 29.
Marina também abordou as especulações sobre uma possível candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), ao governo de São Paulo. Ela destacou que as manifestações no campo governista não devem ser interpretadas como pressão para que ele entre na disputa.
“Muitos falam em pressão, mas vejo como um reconhecimento da liderança que Haddad representa e da importância política que ele possui”, afirmou. Marina lembrou que Haddad levou a disputa paulista ao segundo turno em 2022, em uma eleição desafiadora, cujo desempenho foi crucial para a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Sua liderança volta a ser central”, acrescentou.
Eleita deputada federal em 2022, Marina afirmou que não pretende buscar a reeleição à Câmara e indicou que enxerga o Senado como o próximo passo em sua trajetória política.
“Visualizo meu caminho rumo ao Senado. São Paulo foi fundamental para minha recuperação física e me reintegrou à cena política de forma surpreendente, quando eu nem mesmo planejava ser candidata. Agora, estou disposta a trilhar esse caminho”, afirmou.
Além do nome de Marina, o PT estuda lançar a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB-MS), como postulante ao Senado. Tebet avalia mudar seu domicílio eleitoral após o apoio a Lula no segundo turno das eleições de 2022, movimento que gerou resistência a seu nome em Mato Grosso do Sul, região predominantemente bolsonarista.
Marina Silva tem história no PT. Ela foi uma das fundadoras do partido e permaneceu filiada por mais de duas décadas, até 2009, quando anunciou sua desfiliação devido a divergências internas, especialmente relacionadas à agenda ambiental. Na época, a então senadora afirmou que a decisão foi difícil e destacou a busca por liberdade para discutir projetos programáticos ligados ao desenvolvimento sustentável.


