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Entenda acordo nuclear entre EUA e Rússia que vai expirar na próxima semana

Entenda acordo nuclear entre EUA e Rússia que vai expirar na próxima semana

Entenda acordo nuclear entre EUA e Rússia que vai expirar na próxima semana

Os Estados Unidos e a Rússia estão prestes a adicionar mísseis de longo alcance e equipá-los com ogivas nucleares, a menos que ocorra uma negociação de última hora antes do vencimento do último tratado de controle de armas em menos de uma semana.

Com o fim do tratado START previsto para 5 de fevereiro, o presidente russo Vladimir Putin sugeriu a manutenção dos limites de ogivas existentes por mais um ano para permitir tempo de planejamento para o futuro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ainda não respondeu oficialmente à proposta de Putin.

Alguns políticos e analistas de segurança nos EUA argumentam que ele deveria rejeitar a proposta, permitindo que os EUA aumentem imediatamente seu arsenal para conter uma possível escalada nuclear pela China.

Caso não cheguem a um acordo sobre limites de mísseis e ogivas, pela primeira vez em mais de cinquenta anos, ambos os lados ficarão sem restrições mútuas sobre o tamanho de seus arsenais estratégicos – armas que seriam utilizadas para atacar as capitais, bases militares e centros industriais uns dos outros em caso de guerra nuclear.

Especialistas em segurança afirmam que os tratados nucleares vão além de estabelecer limites numéricos, pois criam um quadro transparente e estável que evita o descontrole na corrida armamentista.

Na ausência do tratado, ambos os lados ficam privados de um canal crítico de comunicação para compreender as preocupações e motivações mútuas, segundo Darya Dolzikova, especialista nuclear do think tank RUSI em Londres.

As discussões sobre a continuidade dos limites do tratado START, que atualmente restringe o número de ogivas estratégicas implantadas a 1.550 em cada lado, ainda estão em aberto.

Trump declarou recentemente que, se o tratado expirar, expirará, e que deve ser substituído por um acordo mais eficaz, porém a complexidade atual é maior do que em 2010, quando o tratado foi negociado.

Preocupações em relação ao crescente arsenal chinês também são levantadas pelos EUA, com estimativas indicando que a China poderá ter mais de 1.000 ogivas até 2030.

Trump expressa interesse em buscar a “desnuclearização” tanto com a Rússia quanto com a China, porém Pequim considera irrazoável participar de negociações de desarmamento com países que possuem arsenais significativamente maiores.

A preocupação com possíveis guerras simultâneas com Rússia e China é destacada por uma comissão bipartidária do Congresso, que sugere preparativos para o cenário de confrontos nucleares com ambos os países.

Especialistas alertam que uma nova corrida armamentista já está em curso, com tecnologias hipersônicas e armas não nucleares de alta precisão sendo desenvolvidas constantemente.

Opiniões nos EUA estão divididas quanto à proposta de Putin de manter os limites existentes em vigor por mais um ano, com defensores do controle de armas apontando para os atrasos e custos excessivos do programa de modernização nuclear americano.

Os EUA são aconselhados a não confiar em Putin, considerando a interrupção das inspeções mútuas sob o tratado START em 2023 devido ao apoio dos EUA à Ucrânia em sua disputa com a Rússia.

A incerteza quanto aos próximos passos no controle de armas nucleares por parte de Trump é destacada pelos comentários de Dmitry Medvedev sobre a imprevisibilidade do presidente dos EUA.