Comissão aprova obrigação de distribuidoras divulgarem arrecadação da taxa de iluminação pública – Notícias
Título: Comissão aprova exigência de distribuidoras divulgarem arrecadação da taxa de iluminação pública – Notícias
30/01/2026 – 17:46
Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Saulo Pedroso: transparência fortalece o controle social
A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que obriga as empresas distribuidoras de energia elétrica a publicarem mensalmente, em seus sites, os valores exatos arrecadados na fatura de energia elétrica referentes à contribuição para iluminação pública (Cosip) repassados aos municípios.
A medida também amplia as possibilidades de uso desses recursos para a modernização do sistema e estabelece uma fonte de financiamento para a substituição de lâmpadas por LED.
Foi aprovado o substitutivo do relator, deputado Saulo Pedroso (PSD-SP), que incorporou em um único texto sugestões do Projeto de Lei 2018/19, do ex-deputado Léo Moraes (RO), e de apensados.
Controle social e economia
Segundo o relator, a divulgação dos valores busca corrigir uma falha atual: o consumidor paga a taxa, mas desconhece o montante total recebido pelo município, o que dificulta a fiscalização. “A transparência fortalece o controle social e a participação cidadã, com impacto na qualidade dos serviços urbanos oferecidos”, declarou Saulo Pedroso.
Ele ressaltou que a modernização resultará em economia para os cofres públicos. “A substituição das lâmpadas diminuirá o consumo de energia elétrica e, consequentemente, as despesas municipais, liberando recursos das prefeituras para outras áreas essenciais, como saúde e educação”, explicou.
Modernização
De acordo com a proposta, uma parte da Reserva Global de Reversão (RGR) — um fundo do setor elétrico pago mensalmente pelos consumidores — será destinada à modernização da iluminação das cidades.
O projeto estabelece que, anualmente, no mínimo 20% das receitas da RGR sejam repassadas aos municípios para financiar especificamente a substituição de lâmpadas antigas por tecnologia LED, que é mais econômica e eficiente.
Ampla utilização da taxa
O substitutivo também determina que o valor arrecadado com a Cosip não se destina apenas ao pagamento da conta de luz da prefeitura ou à troca de lâmpadas queimadas. Os recursos poderão ser utilizados para expandir a rede e implementar melhorias tecnológicas, incluindo:
- instalação de placas solares (energia fotovoltaica);
- sistemas de telegestão e sensores inteligentes;
- podas de árvores que obstruem a luz;
- medidas de segurança para evitar choques em pessoas e animais.
Próximos passos
A proposta está em tramitação em caráter conclusivo e ainda passará pela análise das comissões de Minas e Energia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Ana Chalub



