Eletrificação vem junto com biocombustíveis no Plano Clima para transportes
O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicou em 5 de fevereiro de 2026 o sumário executivo do Plano Clima 2024–2035 e detalhou prioridades para reduzir emissões também no setor de transportes, com foco em eletrificação e combustíveis de baixa emissão.
O plano integra a estratégia brasileira para cumprir a meta de 2035, com emissões entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas de gases de efeito estufa, ante 2,04 bilhões registradas em 2022.
As diretrizes do Plano Clima passaram pelo Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) em 15 de dezembro de 2025. O próprio MMA informou que a versão completa ainda passa por etapas finais de preparação para publicação.
Plano Clima transportes mira eletrificação e combustíveis alternativos
O sumário executivo lista como prioridade “induzir o desenvolvimento tecnológico e produtivo” ligado à eletromobilidade e ao uso de combustíveis alternativos renováveis e de baixa emissão no transporte.
Dados citados por entidades técnicas mostram o peso do setor: o transporte respondeu por 10% das emissões totais do Brasil em 2023, e 92% desse total veio do segmento rodoviário.
No Plano Clima, o governo projeta que as emissões do setor podem ficar dentro de uma banda que vai de 107 a 134 MtCO₂e em 2035, após 116 MtCO₂e em 2023. O próprio documento ressalta que a trajetória depende das escolhas feitas nesta década.
Rota de mitigação: cargas, biodiesel, diesel verde e mudança modal
O sumário indica que o transporte rodoviário de cargas deve puxar a mitigação, com redução de emissões líquidas “em quase 20%” por um conjunto de alavancas, incluindo diesel verde, biodiesel, biometano e eletrificação.
Entre as metas, o texto fixa 20% de adição de biodiesel ao diesel vendido ao consumidor final até 2030 e 25% até 2035. Para o diesel verde, a meta no setor é 2% até 2030 e 3% até 2035.
Na eletrificação, o sumário coloca como “ações impactantes” elevar a presença de veículos médios e pesados elétricos para 6% e 11% em 2035, respectivamente.
O texto também aponta mudança na matriz logística, com aumento do modo aquaviário para 18% em 2035. Para navegação doméstica, cita uso de combustíveis de baixa emissão chegando a 6% em 2030 e 28% em 2035.
Nos voos domésticos, o sumário prevê crescimento do SAF, com meta de 3% em 2030 e 8% em 2035.



