”Deveriam ser mais claros”, diz jornalista sobre polêmica na venda de Jhon Arias
FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C. / DIVULGAÇÃO
A negociação envolvendo Jhon Arias voltou ao centro do debate entre os torcedores do Fluminense. No momento da venda do meia-atacante ao Wolverhampton, em julho de 2025, a comunicação oficial do clube indicou que o Tricolor das Laranjeiras havia ficado 10% dos direitos econômicos do jogador. No entanto, a recente transferência de Arias para o Palmeiras revelou um cenário diferente.
Na prática, o Fluminense não manteve parte dos direitos do atleta. O clube ficou apenas com 10% da mais-valia, ou seja, um percentual sobre o lucro de uma futura revenda. O detalhe, que não ficou claro no anúncio inicial, gerou frustração e questionamentos entre os tricolores.
Jornalista cobra explicação da direção do Fluminense
A divergência nas informações provocadas ocorreu imediatamente nas redes sociais e críticas à gestão do clube. O jornalista Gabriel Amaral, do canal Raiz Tricolor, cobrou publicamente um posicionamento mais transparente da diretoria de futebol.
“O comunicado do Fluminense foi escrito de maneira completamente errada à época. Induziu o torcedor a achar que o Fluminense ficaria com 10% do valor da venda. Se era mais-valia, deveriam ter sido claros. O ideal era fazer uma representação”, afirmou.
A cobrança ganhou força entre os torcedores, que passaram a questionar não apenas a comunicação, mas também a estratégia adotada pelo clube na negociação.
Diferença financeira chama atenção
Os números da operação foram detalhados pelo jornalista Venê Casagrande. O impacto financeiro da cláusula de mais valia é significativo.
O Wolverhampton adquiriu Jhon Arias por 17 milhões de euros e o vendeu ao Palmeiras por 25 milhões. O lucro da operação foi de 8 milhões de euros. Com direito a 10% desse valor, o Fluminense receberá cerca de 800 mil euros, algo em torno de R$ 5 milhões.
O cenário esperado pela torcida era outro. Caso o clube tivesse ficado com 10% dos direitos econômicos, o valor a receber na venda atual seria de aproximadamente 2,5 milhões de euros, cerca de R$ 15,6 milhões.
Insatisfação expõe fragilidades
A diferença superior a R$ 10 milhões é o principal ponto da insatisfação. Para muitos tricolores, o caso evidencia uma falha grave, seja na forma de comunicar a negociação, seja na condução estratégica dos investimentos estratégicos do clube.



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