Espírito Santo deve receber R$ 4,4 bilhões em investimentos verdes até 2031
Título: Espírito Santo deve receber investimentos verdes de R$ 4,4 bilhões até 2031
A transição para uma economia de baixo carbono está se concretizando nas empresas. Até 2031, o Espírito Santo deve ser beneficiado com cerca de R$ 4,4 bilhões em investimentos considerados verdes. Essa projeção faz parte do mapeamento da Bússola do Investimento, do Observatório Findes, que identificou nove projetos focados em energias renováveis, eficiência energética, eletrificação de processos produtivos, economia circular, infraestrutura e tecnologias sustentáveis.
Esses investimentos visam reduzir as emissões de gases de efeito estufa, melhorar a gestão dos recursos naturais e impulsionar a transição energética no estado.
O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, destaca que o Espírito Santo tem se destacado como um ambiente atrativo para investimentos, especialmente no setor industrial.
Do total de mais de R$ 104 bilhões em investimentos previstos para os próximos cinco anos no estado, cerca de 60% têm origem na indústria. Esse ciclo de investimentos fortalece as cadeias produtivas e amplia as oportunidades econômicas em todas as regiões do estado, sendo ainda mais positivo quando direcionado para a economia verde.
Segundo a gerente de Estudos Estratégicos do Observatório Findes, Carolina Ferreira, são considerados verdes os investimentos que contribuem de forma mensurável para a descarbonização da economia e para a transição energética, promovendo a redução de emissões e a substituição de fontes intensivas em carbono por alternativas limpas.
Atualmente, os investimentos verdes representam cerca de 4,2% do total mapeado pela Bússola do Investimento. Apesar de parecer uma fatia pequena, esse movimento estratégico tende a ganhar força nos próximos anos.
Os setores que mais receberão investimentos são metalurgia (R$ 1,9 bilhão), extração de minerais metálicos (R$ 1,8 bilhão), saneamento (R$ 270 milhões) e fabricação de veículos automotores (R$ 260 milhões).
Além dos números, destaca-se o direcionamento estratégico desses recursos. Os projetos combinam competitividade industrial com sustentabilidade, atendendo a uma demanda crescente de mercados internacionais, investidores e cadeias globais de fornecimento.
Para o agronegócio capixaba, esse movimento também é relevante. Energia limpa, economia circular, reaproveitamento de resíduos e descarbonização já estão influenciando cadeias como café, rochas, celulose, proteína animal e exportações em geral.
Onde estão os maiores aportes
Os setores que devem receber os maiores recursos são:
- Metalurgia: R$ 1,9 bilhão
- Extração de minerais metálicos: R$ 1,8 bilhão
- Saneamento: R$ 270 milhões
- Fabricação de veículos automotores: R$ 260 milhões
Entre os principais projetos confirmados estão:
- ArcelorMittal (Serra) – Termo de Compromisso Ambiental: R$ 1,89 bilhão
- Vale (Vitória) – Ampliação da capacidade produtiva com briquete verde: R$ 1,84 bilhão
- GS Inima (Vitória) – Estação de produção de água de reuso: R$ 270 milhões
- Marcopolo (São Mateus) – Ampliação da produção de ônibus elétricos: R$ 260 milhões
- Hipermix Concretos (Cariacica) – Ampliação da fábrica de cimento de baixo carbono: R$ 71 milhões
- Marca Ambiental (Cariacica) – Fábrica de biometano: R$ 70 milhões
- Governo do Estado – Miniusinas solares: R$ 38 milhões
- Marca Ambiental e Global Carbon (Cariacica) – Ampliação de usina de bio-óleo: R$ 10 milhões
- Marca Ambiental (Cariacica) – Usina de tratamento termoquímico de resíduos plásticos: R$ 10 milhões



